Na manhã desta segunda-feira, dia 20 de outubro, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, por intermédio do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), deu início ao 48º Curso de Formação de Mediadores e Conciliadores Judiciais, sob a coordenação do coordenador-geral do Nupemec, desembargador José Ale Ahmad Netto.
A 48ª capacitação para formação de novos conciliadores e mediadores judiciais tem como objetivo transmitir os principais conceitos e desenvolver atividades práticas voltadas à preparação desses profissionais para a condução de sessões de conciliação. A nova turma foi aberta pela diretora da Secretaria do Nupemec e da Justiça Restaurativa, Deise Moura Mathias, e conta com a coordenação pedagógica de Aline Ferreira de Campos, responsável por toda a programação do curso.
A juíza Luiza Vieira Sá de Figueiredo, coordenadora-adjunta do Nupemec e da Justiça Restaurativa, também participou da abertura e destacou o papel essencial dos mediadores e conciliadores como auxiliares da Justiça. “Muitas vezes nós, juízes que atuamos na ponta, estamos muito assoberbados cumprindo metas e lidando com processos, e não conseguimos conduzir a solução do conflito de forma mais próxima, mais dialogada. É nesse aspecto que esse corpo de auxiliares passa a integrar a estrutura do Judiciário, para possibilitar uma solução mais efetiva dos conflitos”, afirmou.
“Costumo dizer que, muitas vezes, na jurisdição tradicional, conseguimos colocar fim ao processo, mas nem sempre ao conflito. A conciliação e a mediação, com um olhar mais próximo, atento e cuidadoso, pautado no diálogo e na autonomia das partes, permitem soluções mais definitivas e efetivas”, finalizou a juíza.
O curso é realizado de forma 100% presencial durante toda a semana, com etapas teóricas e práticas, e tem como formadora Caroline de Araújo Ascoli Freitas, especialista em mediação e gestão de conflitos, direito processual penal e direito administrativo.
Saiba mais – A capacitação, que visa à formação de novos conciliadores e mediadores, é regulamentada pela Resolução nº 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Resolução nº 6/2016 da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam).
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