A rotina dentro de um laboratório forense nem sempre ocupa os holofotes. Mas, pelo quarto ano consecutivo, a Polícia Científica de Mato Grosso do Sul voltou a se destacar nacionalmente. A instituição alcançou o desempenho máximo na 4ª Rodada do Ensaio de Proficiência em Drogas, promovido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia), em parceria com o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública), por meio da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública).
O programa reuniu 60 laboratórios forenses de todo o país para testar a precisão das análises em situações que simulam o dia a dia da perícia. O relatório final, divulgado na última semana, confirmou o acerto total da equipe sul-mato-grossense.
As análises foram conduzidas por nove peritos criminais da DQT (Divisão de Química e Toxicologia), setor do IALF (Instituto de Análises Laboratoriais Forenses). "Alcançar esse resultado em um ensaio tão rigoroso demonstra excelência técnica, confiabilidade analítica e conformidade com os padrões de qualidade exigidos no país", afirma o chefe da divisão, perito criminal Evandro Rodrigo Pedão.
Laboratório de referência
Responsável pelas análises de drogas apreendidas em todo o estado, a DQT concentra grande volume da atividade laboratorial da Polícia Científica. Em 2024, foram mais de 21 mil exames e 6.272 laudos emitidos. Nos primeiros cinco meses deste ano, já são 7.439 exames e 2.456 laudos.
O setor é responsável por um amplo leque de análises: desde drogas ilícitas e medicamentos até combustíveis, pesticidas, bebidas alcoólicas, amostras ambientais e exames toxicológicos. Cada caso exige precisão, domínio técnico e decisões que impactam diretamente investigações e processos judiciais.
"A qualificação da equipe, o uso de métodos validados e a atualização constante são o que garantem nosso desempenho. A perícia é, acima de tudo, um serviço de confiança pública", reforça o perito criminal.
Compromisso com a excelência
Segundo o relatório do Inmetro, aproximadamente metade dos 60 laboratórios participantes alcançou acerto total em todas as amostras. A Polícia Científica de Mato Grosso do Sul está entre os que mantiveram esse desempenho máximo.
Para o coordenador-Geral de Perícias da Polícia Científica, perito criminal José de Anchiêta Souza Silva, o resultado reflete a seriedade do trabalho técnico realizado no instituto. "Nossos profissionais atuam com responsabilidade e consciência do impacto que cada laudo pode ter. A ciência que aplicamos aqui tem reflexo direto na Justiça e na segurança da sociedade".
Além do reconhecimento nacional, participar de programas como o Ensaio de Proficiência está entre os requisitos da norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, que estabelece critérios internacionais de qualidade para laboratórios de ensaio.
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As análises foram conduzidas por nove peritos criminais da DQT (Divisão de Química e Toxicologia), setor do IALF - Comunicação Polícia Científica

