Uma criança de apenas três anos, teria sido vítima de estupro de vulnerável, cometido pelo padrasto, de 28 anos, no mês de janeiro, na residência em que mora no Parque do Lageado, em Campo Grande.
Segundo o site TopMídiaNews, ela mesma relatou o caso ao pai, segundo informações apuradas pela reportagem.
Para a polícia, o homem contou que separou-se da mãe da criança há mais de um ano, e que é a mulher que detém a guarda judicial da menina, mas mesmo assim, ele vê a menor todos os fins de semana. Ao buscar a vítima na sexta-feira, conforme combinado, a menina teria relatado ao pai que o padrasto teria passado a mão em suas partes íntimas, e que 'teria doído', conforme o boletim de ocorrência.
O homem revelou o fato à mãe da menor, que negou o ocorrido e disse que o companheiro não possui esse tipo de acesso à filha. A menina também relatou ao pai que o padrasto foi ao seu quarto, enquanto a mãe dormia à noite, sem motivo aparente.
Segundo o advogado do pai, Jonathas Lopes, o caso teria ocorrido há aproximadamente um mês. De forma independente, o advogado acionou uma psicóloga, que conversou com a criança e constatou o fato, por meio do relato da criança. Após a confecção do boletim de ocorrência, a menina passou por exame de corpo de delito, que indicou alteração nas partes íntimas da vítima, o que poderia indicar ato libidinoso.
Em nova conversa com a ex-esposa, após pedido de medida protetiva para evitar que a criança voltasse para a mesma casa, a mulher ameaçou o ex-companheiro, acusou a própria filha de mentir sobre o crime e ainda tentou pegar a filha novamente.
Ainda como forma de reaver a criança, a mulher teria ido até a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), relatado o desaparecimento da criança e dito que o ex-marido teria a ameaçado de morte.
O advogado destaca que, mesmo que haja boletim de ocorrência sobre o estupro, com exames de corpo de delito e depoimento especial, a mulher ainda conseguiu registrar novo boletim de ocorrência. "Bastava a delegada ter acesso a todo o inquérito policial que já foi registrado na CEPOL e depois na DEPCA, para ver que claramente a mulher estava mentindo", pontua.
"O bem maior pelo qual estamos lutando é pela integridade física da criança. A mãe está mentindo na justiça para defender o marido. Meu cliente precisou ir na Casa da Mulher Brasileira e dizer que a menina foi abusada, e implorar para ela não voltar para a casa da mãe. É uma situação constrangedora e abusiva por parte da Casa da Mulher Brasileira, e que irá atrapalhar o processo criminal. É uma situação muito injusta", completa.
A reportagem entrou em contato com a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) e com a Casa da Mulher Brasileira, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
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Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, a Deam / Arquivo TopMídiaNews/Wesley Ortiz -