Familiares de Maykelly Araújo Points, de 30 anos, contestam a versão inicialmente divulgada sobre a morte da mulher após uma perseguição policial que terminou com um carro capotado dentro de uma piscina, na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.
Segundo o TopMídiaNews, Maykelly não morreu afogada nem apenas em decorrência do acidente, mas foi atingida por disparos de arma de fogo durante a ação policial.
A principal contestação dos parentes é baseada na certidão de óbito emitida pelo Hospital Regional de Ponta Porã, que aponta como causas da morte "choque hemorrágico hipovolêmico, perfuração cardíaca por projétil de arma de fogo, lesão perfurocontusa dorsal e ação perfurocontundente".
Em entrevista à reportagem, um familiar afirmou que a família decidiu procurar a imprensa após ver reportagens que apontavam afogamento como causa da morte. "Precisamos falar a verdade. Passou até na televisão e tem matérias falando que ela morreu afogada, e isso é mentira. Temos o laudo, temos provas e queremos justiça", afirmou.
O caso aconteceu na sexta-feira (15). Conforme informações divulgadas pelas autoridades no sábado (16), o motorista de um Peugeot Passion 207 desobedeceu a ordens de parada em postos de fiscalização da Polícia Rodoviária Militar na região de Ponta Porã e iniciou fuga em alta velocidade.
A perseguição seguiu até o território paraguaio, em Pedro Juan Caballero. Durante a tentativa de escapar, o condutor perdeu o controle da direção, invadiu uma propriedade rural e o veículo capotou dentro de uma piscina.
Maykelly estava no banco do passageiro. Ela chegou a ser socorrida com ferimentos graves e encaminhada ao Hospital Regional da Fronteira, mas não resistiu.
O motorista, identificado como Vinícius Thiago Basílio da Silva, de 33 anos, foi preso. Segundo os familiares, Maykelly conhecia o homem apenas como amigo e a família sequer tinha contato com ele antes do ocorrido. "Ninguém conhece esse Thiago. Ela foi apenas buscar mercadorias para a loja dela", disse a familiar.
Segundo o relato da família, Maykelly havia saído de Campo Grande para comprar cobertas e casacos para abastecer a loja de roupas que mantinha na região do Aeroporto. Além do comércio, ela também trabalhava vendendo cachorro-quente e caldo durante a noite para complementar a renda.
"Ela era extremamente trabalhadora. Ajudava a família inteira, cuidava dos irmãos como filhos. Era uma menina alegre, querida por todo mundo", relatou. Além disso, Maykelly deixou uma filha de 13 anos.
Os familiares afirmam ainda que ela não sabia da existência de drogas no carro. Conforme o relato, durante a perseguição, a vítima teria enviado mensagens e áudios demonstrando desespero e pedindo para o motorista parar o veículo. "No áudio, ela fala várias vezes para ele parar porque a polícia estava atirando. Ela estava assustada com o que estava acontecendo e dá para perceber isso nos áudios", afirmou a familiar.
Leia Também
Caso de Polícia
Homem morre baleado durante perseguição policial
Caso de Polícia
Adolescente morta em confronto era suspeita de articular morte do próprio pai
Policial
Homem bêbado é flagrado dirigindo viatura de polícia em MS
No Pantanal
Paraguaios são presos por matar funcionário de fazenda e simular suicídio
Caso de Polícia
Dupla 'pede informação' e atira contra morador em MS
Operação Padroeira
Fiscalização vistoria 1.501 veículos durante feriado prolongado em MS
Em MS
Homem é encontrado morto em Penitenciária Estadual e presos comemoram
Acidente fatal
Motorista morre após carro invadir pista contrária e bater em caminhão
Caso de Polícia
Mulher tenta sequestrar bebê dos braços de adolescente em posto de saúde
Caso de Polícia


A perseguição seguiu até o território paraguaio, em Pedro Juan Caballero - Reprodução Arquivo Pessoal/UrundeyFM