Faltando dois dias para o show do Guns N’ Roses em Campo Grande, tem casal na cidade que já vive esse momento de um jeito diferente, com uma história que começou muito antes e que ganhou nome, sobrenome e até registro em cartório.
Segundo o site Campo Grande News, o representante comercial Fábio Cardoso de Carvalho, 38 anos, e a secretária Denise Galeano de Carvalho, 43, são fãs declarados de Guns N' Roses, mas, no caso deles, a paixão virou algo ainda mais concreto: o filho se chama Slash.
A história começa lá atrás, ainda na adolescência de Fábio. Foi aos 12 anos que ele conheceu o som da banda e nunca mais largou. Na escola, chegou a montar banda, tocando os principais hits. Com o tempo, foi além das músicas, mergulhou na história, na discografia e fez do Guns parte da rotina.
Hoje, isso continua. Em casa, todo dia tem alguma música tocando. Mas foi ainda no namoro que ele já avisava: se tivesse um filho homem, queria que se chamasse Slash. “O nome surgiu da paixão do pai, que desde o namoro já falava que gostaria de colocar esse nome se tivesse um menino” , conta Denise.
Denise até tinha outro nome em mente. Mas a decisão final veio de um jeito inusitado, um par ou ímpar. E ela perdeu.
Aniversário de 1 aninho de Slash, que lutou muito pela vida ao nascer. (Foto: Arquivo Pessoal)
O que parecia só uma ideia ousada virou uma pequena saga. Na hora de registrar, o casal enfrentou resistência em cartórios. Afinal, “Slash” é um apelido artístico, o nome verdadeiro do músico é Saul Hudson.
Hoje, o nome virou marca registrada e assunto por onde passa. Na escola, entre amigos e até em momentos inusitados. No batizado, por exemplo, o padre fez questão de tirar foto com ele depois de conhecer a história.
O pequeno Slash, hoje com 11 anos, nascido em Campo Grande, carrega uma trajetória de muita força. Ele veio ao mundo com apenas seis meses de gestação, pesando 726 gramas, e passou quatro meses no hospital. Um começo difícil, de luta. “Hoje o nosso Slash tem 11 anos… um guerreiro que nasceu de seis meses, com 726 gramas, lutou pela vida e hoje está conosco desfrutando de tudo”, descreve a mãe.
Hoje, saudável, ele já entende a origem do próprio nome e não só isso: também é fã da banda. Cresceu ouvindo e tem uma favorita desde pequeno: “Sweet Child O’ Mine”.
Enquanto isso, a família se prepara para viver um momento aguardado há anos. Fábio e Denise garantiram o segundo ingresso para o show em Campo Grande. Eles chegaram às 5h da manhã no dia do início das vendas, uma conquista simbólica para quem alimenta essa paixão há tanto tempo.
Dessa vez, o filho não vai junto, devido à fila longa, muita gente e pouca visibilidade para uma criança. Mas os pais já pensam no futuro, quem sabe na próxima turnê.
Enquanto isso, o pai ainda tenta um gesto especial, já mandou mensagem para Beta Lebeis, conhecida por acompanhar a banda no Brasil, na esperança de conseguir um autógrafo ou até uma foto com os músicos para o filho.
Na família, a referência ao rock não para por aí. A irmã se chama Livy, mantendo a ideia de nomes com personalidade, e que combinam entre si.
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A história começa lá atrás, ainda na adolescência de Fábio. Foi aos 12 anos que ele conheceu o som da banda e nunca mais largou - Arquivo Pessoal