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Tereré e narguilé podem espalhar coronavírus em MS

Tereré e narguilé podem espalhar coronavírus em MS

26 Fev 2020 - 13h13Por Mídia Max

Com a confirmação do primeiro caso de coronavírus no Brasil e com a investigação de um caso suspeito em MS, alguns hábitos do sul-mato-grossenses podem colocar a saúde em risco. Diante do perigo do novo vírus, o Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, recomendou o fim das tradicionais rodas de tereré. O hábito de fumar narguilé também se torna um risco.

Em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (26), Mandetta confirmou o primeiro caso do novo coronavírus no Brasil e ainda alertou sobre o hábito de compartilhar bomba ao tomar tereré ou chimarrão. “Aquilo dali é um instrumento de compartilhamento e passagem de substâncias orais. É um vírus salivar”.

Em Mato Grosso do Sul, é comum a formação das rodas de tereré. Amigos se reúnem para conversar e a bomba do tereré passa de boca em boca. A tradição que parecia inofensiva, deve estra com dias contados diante do risco da transmissão do vírus que já matou 2,7 mil pessoas só na China.

O hábito de fumar narguilé também se torna um risco. Em Campo Grande, os lounges são muito comuns, onde um grupo de pessoas se reúne para fumar e, assim como no caso do tereré, o bocal é passado de boca em boca.

A médica infectologista Priscilla Alexandrino disse em entrevista ao Jornal Midiamax que é importante evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como a bomba de tereré e o bocal do narguilé. Talheres, pratos, copos e garrafas também devem ser individuais.

Outros hábitos simples ajudam na prevenção da transmissão do coronavírus, como lavar as mãos, utilizar álcool gel, cobrir o nariz e a boca ao espirrar ou tossir e não tocar na mucosa dos olhos. Confira as recomendações da especialista.

Caso em investigação em MS
O secretário de estado de Saúde de MS, Geraldo Resende, confirmou ao Jornal Midiamax nesta quarta-feira (26) que a SES (Secretaria de Estado de Saúde) investiga caso suspeito do novo coronavírus (CoVid-19) em Ponta Porã. O Lacen (Laboratório Central) está responsável pelo exame que pode comprovar o diagnóstico.

O paciente, que não teve identificação e nem origem informadas, teria vindo da China e chegado a Ponta Porã com sintomas gripais e estaria internado no Hospital Regional de Ponta Porã em isolamento. Se os exames acusarem a doença, este será o segundo caso confirmado do novo coronavírus no Brasil.

Caso confirmado em SP
O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta confirmou nesta quarta-feira (26) o primeiro caso do coronavírus no Brasil. O paciente, de 61 anos, esteve recentemente na Itália. De acordo com o ministério, no atendimento ao caso, o hospital adotou todas as medidas preventivas para transmissão por gotículas, coletou amostras e realizou testes para vírus respiratórios comuns e o exame específico, conforme preconizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

(Colaboraram Guilherme Cavalcante e Ana Palma)

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