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POLÍTICA

Senadores de MS irão votar a favor da PEC que limita gastos públicos

15 Nov 2016 - 10h18Por Campo Grande News

Os três senadores de Mato Grosso do Sul - Simone Tebet (PMDB), Waldemir Moka (PMDB) e Pedro Chaves (PSC) - irão votar a favor da PEC 55, que limita os gastos públicos para os próximos 20 anos no Brasil, fazendo a correção anual, apenas com o índice de inflação. A proposta entra em discussão amanhã (16), no Senado.

O assunto que tem gerado polêmica em todo País, com inúmeras manifestações nas capitais, vai agora ser debatido no Senado Federal, depois de passar pela Câmara dos Deputados. Os representantes do Estado, que fazem parte da base do presidente Michel Temer (PMDB), irão votar a favor da matéria.

Waldemir Moka divulgou que é favorável a proposta, porque segundo ele, é uma das formas do governo federal "reequilibrar as contas públicas", além de viabilizar a recuperação da economia. Ele pondera que hoje a dívida bruta supera 70% do PIB (Produto Interno Bruto) e se os gastos continuarem a subir, pode chegar a 132,5%, em 2026.

O peemedebista atribui esta situação a gestão anterior. "Nossas contas estão no vermelho desde 2013. Por quê? Porque o governo anterior passou a gastar mais do que arrecadava. Resultado: o Brasil quebrou. Temos os piores números de economia da história". Ele ainda destacou que áreas, como saúde e educação, podem ter mais recursos destinados por parte da União.

Para Pedro Chaves, apesar de existir muitas reclamações sobre o tema, é preciso controlar os gastos, neste momento difícil. "A conta deve ser lógica ao cidadão, se está gastando mais que recebe, ou troca de emprego e aumenta o salário ou diminui os gastos, temos que ter esta nova cultura na gestão pública".

Ele ponderou que a situação da economia foi uma "herança" do governo anterior, que não tinha tanta preocupação com a contenção de gastos. "Havia políticas de desonerações, que não pode mais ser sustentada, não se pode gastar, mais do que se arrecada, a proposta visa limitar os gastos e não aumentar impostos, por isso sou favorável".

Já Simone Tebet reconheceu que o corte de gastos e investimentos "não seria o cenário ideal", mas em função da crise na economia, é necessário neste momento. "Será um alívio para as contas (públicos) a médio prazo, porém sabemos que precisamos de uma reforma tributária completa, mas esta discussão leva mais tempo e não temos como esperar".

Ela inclusive ressaltou que o projeto deve passar sem alterações no Senado, para não atrasar o seu trâmite. "Se demorar pode gerar desconfiança no mercado, precisamos de confiança para reativar as atividades econômicas, não temos saída".

Discussão - O projeto foi incluído na ordem do dia de amanhã (16), no Senado Federal, quando será realizada a primeira discussão no plenário. "Como se trata de uma PEC deve passar por cinco discussões, ou seja, deve ir para primeira votação no final de novembro, ou início de dezembro", explicou Simone.

Nas duas votações da Câmara Federal, a bancada de Mato Grosso do Sul teve cinco votos favoráveis: Carlos Marun (PMDB), Geraldo Resende (PSDB), Elizeu Dionísio (PSDB), Tereza Cristina (PSB) e Luiz Henrique Mandetta (DEM). Com apenas três contrários: Zeca do PT, Vander L.oubet (PT) e Dagoberto Nogueira (PDT).

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