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Bonito (MS) - Eventos

Lendário Zé Pretim abre Festival de Blues e Jazz em Bonito (MS)

Zé Pretim é daqueles exemplos de tantos outros artistas que passaram a vida toda sem ter o merecido reconhecimento

27 Set 2013 - 09h50Por Assessoria de Comunicação

Não tinha ninguém melhor do que a figuraça do Zé Pretim, para abrir o Bonito Blues e Jazz Festival, que acontece na Capital Brasileira do Ecoturismo, Bonito (MS), no período de 14 a 16 de novembro, numa realização do Bonito Sounds e Agita Bonito.

Zé Pretim é daqueles exemplos de tantos outros artistas que passaram a vida toda sem ter o merecido reconhecimento. Dono de um talento descomunal, que mesclado com uma generosa dose de ingenuidade, Zé é protagonista de uma carreira “recheada” de ricas histórias, que tão bem personificam a difícil trajetória do rock,n,roll e do blues por esse país que se notabiliza por virar as costas para os seus verdadeiros artistas.
Quem conhece e já ouviu a música de Zé Pretim, sabe que ela é perfeitamente capaz de nos fazer acreditar que o blues é o lamento dos oprimidos, a paixão dos lascivos, a raiva dos frustrados, a agonia dos indecisos e o humor seco e direto dos cínicos.

 Multi-instrumentista, Zé Pretim toca cavaquinho, violão, um pouco de viola, guitarra, bateria e contrabaixo. “Quando eu estou bravo, nervoso, pego a guitarra e toco blues. Aí eu vou me acalmando”, ele sempre faz questão de dar esse toque. Nascido em Inhapim, Minas Gerais, Zé desde pequeno sonhava em ser artista. Quando era guri ficava ouvindo, entusiasmado os músicos tocarem nas festas e quermesses. Seu primeiro instrumento foi um velho cavaquinho que sua mãe havia trocado por cinco quilos de feijão. Influenciado diretamente por sua família, começou na música formando uma dupla sertaneja com o seu falecido irmão, Juvenal. Mais tarde, lá pelos idos de 1973, Zé Pretim mudou-se para o então Estado de Mato Grosso, em busca de sua nobre e rica história. Logo fez amizade com bons músicos como Miguelito, Cláudio Prates, Lucio Val, o saxofonista Agapito, Geraldo Espíndola, Geraldo Roca, o guitarrista Antonio Mario, entre vários outros. Ao lado desse time foi desenvolvendo o seu talento e é claro, conhecendo a música de Jimmi Hendrix, Santana, Janis Joplin, Deep Purple, Creedence, George Benson e por ai afora.

No ano de 1975 passou a integrar o grupo campo-grandense Zutrik, que tocava no Rádio Clube. Versátil, Zé Pretim mandava ver na guitarra, baterista e contrabaixo na banda. Nessa época, conheceu o baterista Bosco e acabou levando-o para o Zutrik e logo após, formou a legendária banda chamada Euphoria, que tocava rock, blues e MPB.

Eu lembro muito bem do Euphoria tocando em Dourados onde eu morava. No palco, Zé Pretim incendiava as plateias. Ele tocava com sua guitarra nas costas, tocava deitado, verdadeiros clássicos dos Rolling Stones, Foghat, Beatles, Deep Purple... Foram tempos memoráveis.
Os envolventes e transformadores anos 70 foram passando e acabei perdendo contato com a música do Zé Pretim. Bem mais tarde, fiquei sabendo que ele tinha ido para o Maranhão e Belém do Pará, onde morou durante vários anos. “Eu tocava na noite, nos bares, tocava nos garimpos, nas cidades do interior do Pará. Cuiabá foi a sua nova parada, onde acabou ficando por mais de 12 anos. “Tocava guitarra e teclado num bar chamado Tom Chopinho”, lembra Zé.

Na sequencia, voltou a morar em Campo Grande, tocando sem parar a sua “guita”. Zé Pretim faz questão de ressaltar que escolheu o blues por ser uma música com muito sentimento e que traz muita paz. “Tenho que representar a minha cor, demonstrar a minha origem. O blues não chama para a violência e aponta para outras direções. É um estilo musical de muita qualidade”, define.

Zé Pretim gravou os ábuns “Zé Pretim em Pirmavera”, “Zé Pretim Blues Show” e “Blues Pantaneiro”. Entre tantas proezas, verificadas ao longo da história, Zé teve uma participação antológica no Programa do Jô, em 2006, que rende muitos comentários até hoje na internet.
Portanto, ingredientes não faltam para garantir uma abertura das mais acertadas para o Bonito Blues e Jazz Festival, que começa no dia 14 de novembro, no Espaço Madeiral, em Bonito.

Vale destacar que a abertura desse festival que está dando o que falar aqui no Estado e em várias partes do país, não se resume apenas a música de Zé Pretim. Também fazem parte da programação, Simão Ghandy Trio – instrumental de Dourados , Mr. Willie, de Campo Grande e Robson Fernandes (gaita), de São Paulo. Mas isso já outra história que vamos abordar em breve.

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