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BONITO AGUAS DE BONITO JANEIRO
INÍCIO COMPLICADO

Prefeitos de MS assumem sem dinheiro para pagar contas de água e luz

17 Jan 2017 - 12h02Por Midiamax

Prefeitos de primeiro mandatos em Mato Grosso do Sul, já na primeira quinzena da posse, recorrem a malabarismos financeiros para cumprirem o que havia prometidos em campanha eleitoral. Há casos de eleitos que não sabem nem sequer de onde tirar o dinheiro para pagar a conta da água, da luz, tirar o lixo da rua ou quitar a folha de pagamento de dezembro passado.

NIOAQUE

 

Prefeito Valdir Junior, de NioaquePrefeito Valdir Junior, de Nioaque

​Valdir Júnior, prefeito de Nioaque (14 mil habitantes, 181 km de Campo Grande), puxa a fila dos descontentes com o que viram de dinheiro no caixa dos municípios, assim que assumiu.

 

“Fora o salário de dezembro, ainda não pago, estamos com uma dívida de 19 milhões com fornecedores, R$ 13 milhões com a previdência municipal, R$ 2 milhões com o pagamento de precatórios, R$ 3 milhões com a conta da energia elétrica e também R$ 500 mil com a conta da água”, lamenta o prefeito de Nioaque.

Como sair do vermelho e administrar a cidade? “Ainda não sei, mas nos primeiros 100 dias de gestão, pretendemos cortar 20 por cento do custeio, como gastos com energia, água e com os contratos”, disse Valdir Júnior, que afirmou ter conseguido zerar a folha do 13º salários graças a uma ajuda federal repassada pelo chamado programa de repatriação.

Em 2015, por exemplo, Nioaque arrecadou em torno de R$ 35 milhões e gastou R$ 700 mil a mais.

 

PONTA PORÃ

 

Prefeito Hélio Pelufo, de Ponta PorãPrefeito Hélio Pelufo, de Ponta Porã

 

 

Hélio Pelufo, prefeito de Ponta Porã (313 km de Campo Grande, 88,1 mil habitantes), também do PSDB, mesmo sem detalhar as dívidas do município, disse que a prefeitura deve R$ 500 mil do consumo da água e ainda não conseguiu pagar o 13º salário. “Não adianta reclamar, sabia da situação e estamos buscando alternativa para resolver”, afirmou Pelufo.

JATEÍ

 

Prefeito Eraldo Leite, de JateíPrefeito Eraldo Leite, de Jateí

O prefeito de Jateí (cerca de 5 mil habitantes, a 288 km de Campo Grande), Eraldo José Leite, do PSB, que já comandou o município por três mandatos, revelou que além de enfrentar dificuldades financeiras, o município não tem nem como bancar o retornou das aulas, marcadas para fevereiro. As vias da área rural, segundo ele, estão intransitáveis por falta de manutenção e os ônibus escolares não conseguem trafegar por questões mecânicas.

SELVÍRIA

 

Prefeito Fernando Dentista, SelvíriaPrefeito Fernando Dentista, Selvíria

Fernando Dentista, como é conhecido o prefeito de Selvíria (400 km de Campo Grande, 6,5 mil habitantes), do PSB, disse ter montado uma comissão de emergência para apontar alguma alternativa para driblar a crise.

 

Ele afirmou que o salário de dezembro não foi pago e que a folha deve ser quitada a partir de fevereiro, em parcelas.

“Mas não sabemos como vamos pagar o mês de janeiro”, queixou-se. Antes de deixar o mandato, o ex-prefeito de Selvíria, disse o atual, Fernando Dentista, assinou uma confissão de dívida no valor de R$ 450 mil. “Neste ano vamos ter de pagar 14 salários, contando com os atrasados”, disse o prefeito.

PORTO MURTINHO

 

Prefeito Derlei Delevatti, de Porto MurtinhoPrefeito Derlei Delevatti, de Porto Murtinho

​Derlei Delevatti, do PSDB, prefeito de Porto Murtinho (430 km de Campo Grande, 16,6 mil habitantes), disse que uma de suas primeiras ações foi limpar a cidade. “Já tiramos 80 toneladas de entulhos e ainda restam 180, acho que a cidade é limpa há uns quatros anos”, disse o prefeito.

 

Delevatti afirmou que ainda não conseguiu quitar o 13º salário e estuda meios para juntar recursos e bancar o salário de janeiro.

 

A TROCA

Os prefeitos entrevistados nesta reportagem participavam da eleição da nova diretoria da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul), entidade que representa os prefeitos de MS.

Juvenal Neto, do PSDB, ex-prefeito de Nova Alvorada do Sul deixou o cargo e o lugar dele foi assumido pelo prefeito reeleito Pedro Caravina, também do PSDB, de Bataguassu.

Embora ainda sem dados oficiais, a associação crê que ao menos 60% (54 das 79) dos prefeituras de MS vivenciam desequilíbrios econômicos. Redução nos repasses federais e queda nas receitas próprias aparecem como as vilãs dos municípios.

 

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