Durante a exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, uma jaqueta usada pela equipe foi encontrada intacta sobre o caixão do cantor Dinho no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Segundo o G1, o CEO da marca Mamonas, Jorge Santana, explicou que a peça havia sido colocada sobre o caixão do vocalista no dia do enterro. Ela é do mesmo modelo da que foi flagrada no local do acidente pela equipe de reportagem da TV Globo, mas em vermelho.
O que sabemos é que essa jaqueta foi jogada por uma pessoa da equipe dos Mamonas e não pela então namorada, a Valéria. Estava sobre o caixão, na parte de cima, e encontramos ela intacta mesmo.
Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli morreram no dia 2 de março de 1996 em um acidente de avião na Serra da Cantareira, Zona Norte da capital paulista. Trinta anos depois da tragédia, foi anunciado que os corpos deles seriam exumados para que parte das cinzas fosse utilizada como adubo no Jardim BioParque Memorial.
O achado da roupa intacta levou a várias especulações nas redes sociais, mas a explicação está no material. A roupa era feita de nylon, um tipo de plástico que pode levar até 200 anos para se decompor.
“É um material de duração praticamente eterna. Esse tipo de roupa, em condições naturais no meio ambiente, pode chegar a 200 anos intacta. Considerando que ela estava enterrada, esse tempo pode ser ainda maior”, explicou Fabrício Stocker, professor da FGV.
Segundo o pai de Dinho, Hildebrando Alves Leite, a família pretende encaminhar a jaqueta para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos. A proposta é que a peça passe a integrar o acervo em exposição permanente, permitindo que visitantes e fãs tenham acesso ao item.
“A exumação é uma evolução e você tem que acompanhar. Antes não tinha essa tecnologia. E a evolução te faz aprender a viver os dias de hoje”, afirmou.
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