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Concen irá a Brasília para investigar aumento na cobrança de energia elétrica em MS

O conselho ainda deve se reunir com setores industrial, comercial e rural para investigar cobranças

29 Jan 2019 - 12h46Por DA REDAÇÃO

O Concen (Conselho dos Consumidores de Energia da Área de Concessão da Energisa-MS) irá a Brasília para investigar o aumento nas cobranças de energia elétrica em Mato Grosso do Sul. A ida à capital do Brasil será realizada para pedir que a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) forneça dados sobre o estado.

Conforme a presidente do Conselho, Rosimeire Cecília da Costa, a viagem está planejada para o dia 8 de fevereiro, em uma agenda com a agência. “Vamos pedir [para a Aneel] que seja apresentado para nós os indicadores do plano de resultado da Energisa, é muito importante para acompanhar a evolução. Não só a gente discute o aumento súbito, como a qualidade”, explica.

Antes da viagem, o Concen deve se reunir na quinta-feira (30) com outros setores e com a concessionária para analisar os aumentos na cobrança. Segundo a presidente, as reclamações têm sido feitas apenas por consumidores nas residências, mas ainda é preciso verificar se a indústria, o comércio ou setor rural sentiram algum crescimento no consumo e no recolhimento.

“O conselho é composto pelas classes rural, residencial, comércio e queremos saber o que acontece. A grande reclamação é das residências, mas queremos inferir assim: a federação da indústria tem reclamação de aumento súbito? E o comércio? Para não pensar que é só o consumidor residencial”, propõe Rosimeire.

Cobranças à Aneel

Além do Concen, o Procon também afirmou que vai pedir para a Aneel verificar se as cobranças das taxas feitas pela Energisa estão corretas. Pedido vai acontecer depois que moradores denunciaram cobranças abusivas.

“Vamos oficiar a Aneel com relação às informações que a Energisa prestou junto ao Procon. Juntos com essas informações elencar com essas denúncias que estão sendo apuradas, para que a Aneel possa nos dar efetivamente uma informação com relação aos dados que foram apresentados pela Energisa e ver se essas informações estão coincidindo”, disse Salomão.

O que diz a concessionária

As altas temperaturas registradas em dezembro e janeiro são a principal justificativa para o aumento no consumo e na cobrança de energia elétrica. A Energisa explica que foram 5 picos de consumo em dezembro de 2017, sendo que em 2018 foram 13 picos de consumo. Essa diferença equivale ao consumo mensal de uma cidade do porte de Corumbá, com 110 mil habitantes.

Em audiência na Câmara de Campo Grande, a concessionária afirmou que não foram encontrados erros na averiguação do consumo. “De todos os [casos] que averiguamos até o momento, estão todos corretos. Quem se sentir lesado deve procurar concessionária”, disse o representante da empresa, o coordenador comercial Jonas Ortiz.

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