Caso de Polícia
Lutador pagava R$ 10 para o irmão monitorar a namorada em MS
Criança, inclusive, é quem indicou onde a mulher estaria

O lutador Maicon Almeida de Oliveira, de 21 anos, acusado de agredir a namorada, de 27 anos, pagava cerca de R$ 10 para o próprio irmão para vigiar os passos da companheira e evitar que ela saísse da residência, em Dourados.
Segundo o TopMídiaNews, a informação consta nos autos da prisão em flagrante de Maicon Almeida, que é acusado de matar o idoso Carlos Roberto Marani, de 61 anos, na própria casa da vítima, com direito a espancamento e deixando o rosto do idoso desconfigurado.
Consta no documento que o lutador pagava o dinheiro para o irmão, de 9 anos, com intuito de cuidar também de quando a namorada saia de casa.
Inclusive, foi o próprio irmão do acusado que indicou onde a mulher estaria para o irmão, que provocou a situação dele invadir a residência, ver a esposa e consequentemente matar o idoso por conta de ciúmes.
O caso
De acordo com a investigação da Polícia Civil, Maicon teria descoberto que a companheira, grávida de um mês, mantinha um relacionamento com o idoso.
Ao encontrar a companheira dormindo, Maicon passou a enforcá-la, ameaçá-la de morte e agredi-la com socos no olho esquerdo e apertos fortes no braço direito. Em seguida, Maicon trancou todos em um quarto. As crianças incluíam os dois filhos da mulher, de 2 e 5 anos, e o irmão do lutador, de 9 anos.
Em depoimento, a mulher relatou que Maicon a ameaçou de morte caso não saíssem da frente dele. "Ele disse que mataria a todos", contou aos policiais.
O idoso chegou ao local pouco depois, sem entender o que estaria acontecendo. Segundo Maicon, Carlos teria tentado pegar uma faca para se defender, mas ele teria se esquivado. Em seguida, começou a agredi-lo com socos e cotoveladas no rosto. O lutador confessou ainda que, após derrubar o idoso, pisou várias vezes na cabeça dele, deixando o rosto irreconhecível.
Maicon foi preso em flagrante e deve responder por homicídio qualificado, lesão corporal e ameaça. A Polícia Civil pediu a conversão da prisão para preventiva.
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