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PF desmonta em MS esquema de safári no Pantanal que caçava animais em extinção

6 Mai 2011 - 14h05Por Midiamax - Celso Bejarano e Eduardo Penedo

Ação da Polícia Federal e de servidores do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) apreendeu entre ontem e hoje numa fazenda de Aquidauana fuzis, revólveres, munições e carcaças de animais em extinção, onça entre os quais. A operação desdobrou outra investida da PF, em junho passado, conhecida como Jaguar I.

O superintendente do Ibama, David Lourenço, disse que a PF seguiu o rastro da quadrilha que promovia safári no Pantanal por meio de um vídeo encaminhado ao órgão anonimamente.

O vídeo, gravado em inglês, exibe as riquezas naturais do Pantanal. A quadrilha fixava entre US$ 30 mil e US$ 40 mil por interessado no safári. A operação centrou a investigação na fazenda Santa Sofia, na divisa de Aquidauana com o município de Corumbá, distante 150 quilômetros de Campo Grande.

Ninguém foi detido por não haver flagrante. David Lourenço disse que foram apreendidos 12 galhadas de Cervo Pantaneiro, duas cabeças de onça, um mandíbula de porco do monteiro, uma pele de sucuri de aproximadamente 3,5 metros e uma bolsa fabricada com pele de onça.

Além disso, os policiais apreenderam na fazenda cinco revólveres de calibre 38, um revólver 357, de uso exclusivo das Forças Armadas e 17 caixas de munições compradas no estrangeiro, dois fuzis e uma carabina.

Lourenço disse que o dono da fazenda será autuado e, por carcaça deve pagar uma multa de R$ 10 mil.

Entre as peças confiscadas, os policiais acharam um apito, instrumento capaz de atrair as onças.

Ainda segundo Lourenço, o chefe da quadrilha seria Eliseu Augusto Sicoli, que está foragido. No vídeo, aparece também um homem conhecido como “Tonho da Onça”, conhecido caçador do Pantanal.

Jaguar I

A operação Jaguar I foi realizada no dia 22 em julho do ano passado, quando ao menos dez pessoas foram presas sendo seis turistas entre os quais quatro argentinos, um paraguaio e um policial militar de Mato Grosso.

As prisões ocorreram em uma fazenda em Sinop (MT). Segundo a PF, a quadrilha cobrava de turistas pelo menos 1,5 mil dólares para participar da caça.

Entre os cabeças da ação estão o dentista Eliseu Augusto Sicoli foi apontado como líder da quadrilha.

Também foi identificado como integrante do bando Marco Antônio Moraes de Melo, o Tonho da Onça, que era tido como um caso simbólico de conversão de caçador de onça em colaborador com as ações de proteção ao animal.

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