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Empresários investigados pela Polícia Federal negam participar de fraudes

19 Mai 2011 - 09h20Por Campo Grande News

O advogado Ronaldo Faro Cavalcanti, do empresário Jeferson Benites Cardoso, preso pela PF (Polícia Federal) na última segunda-feira durante a Operação Questor, negou envolvimento do cliente nas fraudes de licitação na prefeitura, que envolve recursos do governo federal. O empresário fornecia merenda e medicamentos à prefeitura de Ladário, a 419 quilômetros de Campo Grande.

Ronaldo Cavalcanti negou que Jeferson esteja envolvido e disse ao Campo Grande News que o cliente não trabalha com venda de remédio. Segundo o advogado, as vendas feitas pela empresa eram através de licitação, mas não eram feitas pelo cliente.

De acordo com o jornal O Estado, Jeferson Benites Cardoso assinava contratos em nome da empresa CBC (Camerson Benites Cardoso). Segundo o delegado chefe da PF em Corumbá, Alexandre do Nascimento, o empresário participava da montagem dos editais que vendia para a prefeitura e ganhava a licitação combinando o preço.

O advogado disse que os fatos divulgados não correspondem a verdade. “Em nenhum momento ele foi envolvido com qualquer tipo de venda de merenda e de remédios para a prefeitura de Ladário e muito menos com montagem de edital para licitação”, justifica.

O proprietário da empresa CBC, Camerson Benites Cardoso também procurou o Campo Grande Newspara afirmar que não vende merenda, nem remédios e sim “outros materiais”.

Questionado sobre qual motivo está sendo investigado, Camerson disse não saber e o que o caso corre em segredo de justiça. “Não temos a ver, tão investigando toda a parte da prefeitura. Nem conheço o processo de licitação e nunca fui à prefeitura”, responde.

Camerson disse que somente o representante da empresa tinha contato com o processo de licitação.

Operação - Na ação, foram investigadas fraudes envolvendo licitações com recursos do governo federal. Conforme a PF, o prejuízo aos cofres públicos supera meio milhão de reais.

Todo o material apreendido na prefeitura, será analisado por servidores do CGU (Controladoria Geral da União).

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