Menu
domingo, 17 de janeiro de 2021
Busca
BONITO AGUAS DE BONITO JANEIRO

Diante da escassez de mão de obra empresas fazem menos exigências ao contratar

16 Abr 2011 - 17h25Por Estadão.com

As posições começam a se inverter. Se no passado era o trabalhador que corria atrás das empresas para conseguir um bom emprego, hoje são as empresas que fazem qualquer negócio para contratar ou manter um funcionário. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 companhias, responsáveis por 22% do Produto Interno Bruto (PIB), 92% das empresas estão com dificuldade para contratar profissionais.

Nesse cenário, vale tudo para preencher uma vaga, desde importar mão de obra de países vizinhos e fazer anúncios de emprego durante a missa até designar profissionais para promover a imagem do grupo entre candidatos. Foi-se o tempo também que para encontrar um bom emprego era preciso ter pós-graduação, mestrado e doutorado, além de experiência na área. Hoje muitas companhias já abrem mão dessas exigências.

Dados da pesquisa da Dom Cabral mostram que 54% das companhias reduziram os requisitos na contratação de pessoal para a área técnica e operacional. Nos cargos estratégicos, 28% das empresas também diminuíram as exigências, como pós-graduação, fluência em idiomas e experiência. A solução tem sido contratar o profissional sem experiência, treiná-lo e capacitá-lo com cursos moldados à necessidade da companhia.

"O poder mudou de lado", resume o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, responsável pela pesquisa. Na avaliação dele, hoje quem está dando as cartas no mercado são os trabalhadores, e não mais as empresas. "A situação é resultado de uma série de armadilhas criadas pela própria sociedade. Primeiro desvalorizou-se a mão de obra técnica. Depois inundamos o mercado com profissionais diplomados e baixa qualidade."

Para o professor, o Brasil precisa acelerar a criação de uma nova política de emprego para não atrapalhar o ciclo de investimentos que se intensificará com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Apenas as empresas pesquisadas pela Dom Cabral afirmaram que vão demandar nos próximos seis anos 28 mil pessoas na área operacional, 21 mil engenheiros e 10 mil técnicos.

Mesmo reduzindo as exigências, algumas companhias demoram até seis meses para encontrar um profissional. "A concorrência está muito grande. Enquanto você prepara a contratação, o candidato já conseguiu outra proposta e temos de começar tudo de novo", diz a gerente de Recursos Humanos da Masb Desenvolvimento Imobiliário, Mariangela Tolentino, que tem 250 vagas em aberto.

Embora atinja todos os níveis, o problema é mais delicado em cargos técnicos e operacionais. Falta de tudo, de engenheiro a pedreiro. " Temos de investir em novas tecnologias para reduzir a dependência da mão de obra", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe.

Deixe seu Comentário

Leia Também

VACINA NO MS - CORONAVÍRUS
Mato Grosso do Sul recebe 97 mil doses de vacina contra Covid-19 e vacinação começa na quarta-feira
TRAGÉDIA
TRAGÉDIA: Homem morre após sofrer descarga elétrica em MS
BOLSA FAMÍLIA BOLSA FAMÍLIA 2021
Bolsa Família volta a ser pago nesta segunda com novos valores, confira o calendário
ETAPAS DA VACINA EM MS
Confira como será as primeiras fases da campanha de vacinação contra o coronavírus em MS
Geraldo Resende irá buscar vacinas em São Paulo - Foto: Álvaro Rezende / Arquivo / Correio do Estado VACINA NO MS - CORONAVÍRUS
VACINA NO MS: Geraldo Resende embarca para buscar vacinas contra a Covid em São Paulo
VACINA PELA VIDA
Enfermeira da linha de frente é a primeira pessoa ser vacinada contra Covid-19 no Brasil
VACINAS APROVADAS
Anvisa aprova uso emergencial de vacina de Oxford e da Coronavac
BONITO - MS - ALERTA AOS MOTORISTAS
ATENÇÃO BONITO: Estrada Rodovia do Turismo está interditada devido à chuva, veja o que fazer
Veículo com escrita contra Bolsonaro em protesto. (Foto: Silas Lima)  - CREDITO: CAMPO GRANDE NEWS MANIFESTAÇÃO EM CAMPO GRANDE
PROTESTO NA CAPITAL: Carreata na Afonso Pena pede 'vacina já' e "fora Bolsonaro"
JARDIM - CASO DE POLÍCIA
JARDIM: Homem é preso após incendiar carro por dívida de R$ 50