Menu
tera, 20 de abril de 2021
Busca
BONITO AGUAS DE BONITO JANEIRO

Diante da escassez de mão de obra empresas fazem menos exigências ao contratar

16 Abr 2011 - 17h25Por Estadão.com

As posições começam a se inverter. Se no passado era o trabalhador que corria atrás das empresas para conseguir um bom emprego, hoje são as empresas que fazem qualquer negócio para contratar ou manter um funcionário. De acordo com pesquisa feita pela Fundação Dom Cabral com 130 companhias, responsáveis por 22% do Produto Interno Bruto (PIB), 92% das empresas estão com dificuldade para contratar profissionais.

Nesse cenário, vale tudo para preencher uma vaga, desde importar mão de obra de países vizinhos e fazer anúncios de emprego durante a missa até designar profissionais para promover a imagem do grupo entre candidatos. Foi-se o tempo também que para encontrar um bom emprego era preciso ter pós-graduação, mestrado e doutorado, além de experiência na área. Hoje muitas companhias já abrem mão dessas exigências.

Dados da pesquisa da Dom Cabral mostram que 54% das companhias reduziram os requisitos na contratação de pessoal para a área técnica e operacional. Nos cargos estratégicos, 28% das empresas também diminuíram as exigências, como pós-graduação, fluência em idiomas e experiência. A solução tem sido contratar o profissional sem experiência, treiná-lo e capacitá-lo com cursos moldados à necessidade da companhia.

"O poder mudou de lado", resume o professor da Fundação Dom Cabral, Paulo Resende, responsável pela pesquisa. Na avaliação dele, hoje quem está dando as cartas no mercado são os trabalhadores, e não mais as empresas. "A situação é resultado de uma série de armadilhas criadas pela própria sociedade. Primeiro desvalorizou-se a mão de obra técnica. Depois inundamos o mercado com profissionais diplomados e baixa qualidade."

Para o professor, o Brasil precisa acelerar a criação de uma nova política de emprego para não atrapalhar o ciclo de investimentos que se intensificará com a realização da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016. Apenas as empresas pesquisadas pela Dom Cabral afirmaram que vão demandar nos próximos seis anos 28 mil pessoas na área operacional, 21 mil engenheiros e 10 mil técnicos.

Mesmo reduzindo as exigências, algumas companhias demoram até seis meses para encontrar um profissional. "A concorrência está muito grande. Enquanto você prepara a contratação, o candidato já conseguiu outra proposta e temos de começar tudo de novo", diz a gerente de Recursos Humanos da Masb Desenvolvimento Imobiliário, Mariangela Tolentino, que tem 250 vagas em aberto.

Embora atinja todos os níveis, o problema é mais delicado em cargos técnicos e operacionais. Falta de tudo, de engenheiro a pedreiro. " Temos de investir em novas tecnologias para reduzir a dependência da mão de obra", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Sergio Watanabe.

Deixe seu Comentário

Leia Também

TURISMO - DICAS ÁGUAS TURISMO
Você já tinha visto uma cachoeira dentro de uma cratera antes?, fica pertinho de Bonito (MS)
auxílio AUXÍLIO EMERGENCIAL
Auxílio emergencial 2021: Veja quem recebe HOJE
VÍDEO - DEU MEDO AÍ
VÍDEO: Ameaça de tornado é registrado e assusta moradores em MS
EDUCAÇÃO DE LUTO
EDUCAÇÃO DE LUTO: Professora de 54 anos morre em decorrência da Covid em MS
FUNTRAB BORA TRABALHAR
TEMOS VAGAS: Mais de 180 vagas estão disponíveis na Funtrab da capital nesta terça-feira
BONITO - MS - AÇÃO DA PMA
Mais um pecuarista é multado em R$ 36 mil por derrubada ilegal de diversas árvores em Bonito (MS)
TRISTE REALIDADE
Dias após perder os pais, médica de 36 anos morre de Covid-19
INSS - CONFIRA
INSS: Trabalhador não pode mais se aposentar por tempo de contribuição
AUXÍLIO EMERGENCIAL
Auxílio Emergencial: Veja como recorrer o benefício para ganhar até R$ 375
BONITO - MS - ATENDIMENTO PÓS-COVID
PÓS-COVID: Centro de Especialidades em Reabilitação atende pacientes em sua recuperação em Bonito