Folha.com | 31 de agosto de 2011 - 11:44

Com 160 denúncias, polícia não acha suspeitos da morte de juíza

A polícia do Rio divulgou, no início da noite desta terça-feira, um balanço da operação para reprimir a máfia dos caça-níqueis em São Gonçalo, região metropolitana, e checar cerca de 160 denúncias sobre o paradeiro de suspeitos envolvidos no assassinato da juíza Patrícia Acioli, 47.

Ligações recebidas pelo Disque-Denúncia apontam o envolvimento de grupos de extermínio, milícias, máfias dos caça-níqueis e das vans no crime contra a magistrada. Apesar disso, nenhum suspeito de envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioli foi preso nesta terça.

Segundo a Polícia Civil, 18 pessoas foram detidas sob acusação de contrabando de máquinas caça-níqueis. Nove delas, porém, acabaram liberadas. Além disso, 72 máquinas de jogos de azar foram apreendidas.

Os detidos foram levados para a 72ª DP (São Gonçalo). A polícia informou que a atividade ilícita é um dos braços econômicos das milícias que atuam na região.

Ainda de acordo com a polícia, uma fábrica de montagem de máquinas caça-níqueis foi fechada no início da tarde de hoje, no bairro Lindo Parque, em São Gonçalo. No local foram apreendidas 25 carcaças de máquinas caça-níqueis.

A Polícia Civil afirmou ainda que operações semelhantes devem ocorrer nos próximos dias. Participaram da ação - policiais das delegacias de Combate às Drogas (DCOD), Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), Roubos e Furtos (DRF), Polinter, de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA/Niterói), Delegacia de Homicídios da Baixada, de Niterói e de São Gonçalo (DHNSG), Divisão Antisequestro (DAS), Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) e Fazendária (DELFAZ).

Patrícia Acioli foi morta com 21 tiros, no último dia 11, quando chegava em casa, no bairro de Piratininga, em Niterói. Na ocasião, ela foi seguida por dois homens em uma moto após sair do Fórum de São Gonçalo.