Midiamax - Eduardo Penedo | 19 de maio de 2011 - 15:14

Oposição diz que Arroyo já teria 70% dos deputados para ser conselheiro do TCE

Os deputados petistas Pedro Kemp e Paulo Duarte afirmaram que o candidato a vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul, Carlos Arroyo (PR) tem pelo menos 70% da aprovação da Assembleia para que ocupe o lugar deixado por Celina Jallad, que morreu em março em virtude de um aneurisma abdominal.

Opositores ao governador André Puccinelli (PMDB), os petistas estão apoiando o republicano em seu desejo de ser conselheiro.

André ensaiou uma articulação com a senadora Marisa Serrano (PSDB) para que ela assumisse o lugar no TCE e com isso facilitaria os seus planos para eleger o seu candidato a prefeitura sem nenhum problema já que a senadora é uma grande adversária e possivelmente complicaria a disputa pela prefeitura de Campo Grande nas eleições do ano que vem.

Teoricamente, Campo Grande é a caixa de ressonância do Estado e tendo um prefeito da base aliada fica mais fácil para que André desenhe muito bem as eleições de 2014 e faça seu sucessor.

Marisa já disse que se candidatar ao TCE é um desafio e um desejo pessoal. Já Arroyo fica no outro lado querendo a vaga, mas não querendo impor seu desejo.

A novela sobre o TCE está começando a cair no estilo mais satírico do “Boca do Inferno”- apelido dado ao escritor barroco Gregório de Matos Guerra.

Ontem, o deputado Paulo Duarte roubou a cena e com uma picardia ímpar colocou o seu colega Arroyo na parede.

O petista se travestiu de repórter e começou a interrogar o republicano perguntando o que lhe impedia de ser conselheiro. Em tom calmo, Arroyo disse que “seu desejo é ser conselheiro, mas não pode impor sua vontade. Eu tenho apoio até do PSDB, mas não posso ir pedir voto para os colegas assim. Aqui na Assembleia tem uma máxima de que deputado só gosta de deputado e eles vão me ajudar”, explica.

Sobre as possíveis assinaturas que o deputado Arroyo precisa ter para ser eleito ele prefere não falar. “Não quero fazer pressão. E não sei se os deputados estão comigo ou querem afagar o companheiro aqui”, explica.