Menu
terça, 19 de março de 2024
Busca
parque das cachoeiras
POLÍTICA

Com fim da hegemonia da TV, internet pode ser decisiva nestas eleições

Especialistas avaliam que as redes terão mais peso que nunca no pleito

16 Ago 2018 - 08h43Por DA REDAÇÃO

As próximas eleições podem ficar para história e registrar o fim da era da televisão aberta como o principal meio de informação dos brasileiros para acompanhar a disputa de votos por cargos públicos. Especialistas ouvidos têm como hipótese a possibilidade de a internet ter mais peso do que nunca na decisão, e mudar em definitivo, a maneira de se fazer campanha eleitoral no país.

Pesquisadores de comunicação e consultores eleitorais assinalam que os 147,3 milhões de eleitores brasileiros escolherão seus representantes sob influência inédita de conteúdos compartilhados nas redes sociais e aplicativos de mensagens instantâneas, em especial no Facebook e no WhatsApp.

“Tem se especulado que esse pleito possa vir a ser a primeira eleição onde a internet assuma papel protagonista”, resume o sociólogo e cientista político Antônio Lavareda, que já trabalhou em mais de 90 eleições majoritárias (campanhas para presidente, governador e senador).

Nas plataformas da internet, diferente da televisão e do rádio, que veiculam o horário eleitoral gratuito, a comunicação é individualizada e interativa. Os conteúdos são mediados pelos usuários, em lugar de vídeos e peças sonoras veiculados para grandes audiências - sem possibilidade de resposta ou de reencaminhamento.

“A mensagem encaminhada, que consegue penetrar em grupos, é mais influente do que aquela que vem pela televisão”, afirma o estatístico e doutor em psicologia social, Marcos Ruben.

Fábio Gouveia, coordenador do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), assinala que “a atenção não está mais concentrada na televisão” e, nesta campanha, os usuários “assumem papel de filtros disseminadores”, repassando ou retendo mensagens às pessoas com quem estão conectadas.

Christian Dunker, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), aponta que a internet “viabiliza informação para uma quantidade grande da população que estava excluída do debate político”. Segundo ele, “isso ajuda a entender as formas de tratamento, usos de imagem, estratégias de retórica intimidativa e bipolarizante [hoje verificados] que eram menos acessíveis quando tínhamos a campanha baseada na televisão”.

Riscos

Os especialistas não desconsideram os riscos da próxima campanha eleitoral como a circulação de notícias falsas, deformação de mensagens, difamações generalizadas e manifestações de ódio e intolerância.

Para o jornalista Mário Rosa, especialista em gestão de crises de imagem, há forte possibilidade que, em paralelo à campanha positiva e com propostas no horário eleitoral, haja forte campanha negativa na troca de mensagens. “O disparo do WhatsApp não pode ser monitorado e nem auditado. Podem atacar e não vai se saber qual a origem dos ataques”, alerta Mário Rosa ao lembrar que “o objetivo da campanha eleitoral não é informar, mas convencer”.

Na mesma linha, Christian Dunker não afasta a possibilidade, especialmente ao fim da campanha, de serem disseminados “fatos políticos que possam vampirizar candidaturas e interferir nos resultados”.

Números

O Facebook chegou a 127 milhões de usuários neste ano no Brasil e o WhatsApp tinha cerca de 120 milhões de pessoas ligadas no ano passado (20 milhões a mais do que em 2016). Facebook e WhatsApp não informaram o crescimento de usuários que tiveram entre a eleição de 2014 e até o momento.

Segundo o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal (SinditeleBrasil), nos últimos quatro anos, o número de usuários de aparelhos celulares 3G e 4G (que permitem acesso a redes sociais) passou de 143 milhões para 188 milhões – diferença de 45 milhões, superior à população da Argentina.

A Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar do IBGE contabiliza que “entre os usuários da internet com 10 anos ou mais de idade, 94,6% se conectaram via celular”.

Leia Também

Educação entrega novos uniformes com investimentos que passam R$ 100 mil em Bonito Investimento
Educação entrega novos uniformes com investimentos que passam R$ 100 mil em Bonito
Deputada solicita troca de ponte sobre o Rio Salobra, em Bodoquena Investimento
Deputada solicita troca de ponte sobre o Rio Salobra, em Bodoquena
Prefeito de Bonito assina ordens de serviço para autorização de licitação de diversas obras Investimento
Prefeito de Bonito assina ordens de serviço para autorização de licitação de diversas obras
Turismo de MS será um dos destaques na Feira Internacional de Destinos Inteligentes TURISMO DE MS A TODO VAPOR
Turismo de MS será um dos destaques na Feira Internacional de Destinos Inteligentes
Após articulação de Paulo Corrêa, Riedel assina convênios de R$6,3 milhões para asfalto em MS Política
Após articulação de Paulo Corrêa, Riedel assina convênios de R$6,3 milhões para asfalto em MS
Com maior crescimento do país, governador defende agro sustentável em MS Investimento
Com maior crescimento do país, governador defende agro sustentável em MS
Parceria entre Paulo Corrêa, Riedel e Chico Piroli leva 100% de asfalto para Sete Quedas Parceria
Parceria entre Paulo Corrêa, Riedel e Chico Piroli leva 100% de asfalto para Sete Quedas
Prefeitura de Bonito renova convênios com entidades assistenciais e de saúde Investimento
Prefeitura de Bonito renova convênios com entidades assistenciais e de saúde
Com ações para proteção e defesa da mulher, Governo de MS mantém atuação permanente na segurança Homenagem
Com ações para proteção e defesa da mulher, Governo de MS mantém atuação permanente na segurança
Deputado Paulo Corrêa leva prevenção ao câncer de mama a Jardim, Bonito e Bodoquena Política
Deputado Paulo Corrêa leva prevenção ao câncer de mama a Jardim, Bonito e Bodoquena
Bonito Informa
Avenida 09 de Julho 2135 - Centro - Bonito/MS/MS
(67) 99638-6610rogerio@bonitoinforma.com.br
© Bonito Informa. Todos os Direitos Reservados.