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Extorsão

Suspeito de extorsão em área de conflito, policial é levado ao Presídio Militar da capital

Ele é suspeito de extorquir produtores rurais alvos de invasão de terra

22 Out 2019 - 11h00Por Redação

Preso em flagrante na tarde de segunda-feira (21) suspeito de extorquir produtores rurais alvos de invasão de terra nas imediações da Perimetral Norte, em Dourados, o policial militar Waldison Candido Francisco, de 46 anos, foi transferido para o Presídio Militar de Campo Grande e deve passar por audiência de custódia nesta terça-feira (22).

Sargento lotado no 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar), ele foi flagrado junto da professora Dirce Cavalheiro Veron quando recebiam R$ 30 mil de proprietários rurais a quem prometiam manter afastados índios invasores numa área de frequentes conflitos no município.

Desencadeada pela Corregedoria da Polícia Militar com apoio de agentes do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil, essa ação desarticulou um esquema que envolveria R$ 100 mil em pagamentos.

Nesta manhã, de acordo com o Dourados News, o comandante do 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar), coronel Carlos Silva, informou ao Dourados News que Waldison já foi levado para capital, passará por audiência de custódia hoje e pode ter que responder a processos nas justiças comum e militar.

“Foi feito o flagrante na Justiça Comum e na Justiça Militar. Ele entrou como coautor da mulher que pedia dinheiro. Pelas nossas investigações ele acompanhava essa senhora que ia pegar o dinheiro”, explicou.

O oficial disse ainda que imediatamente já foi aberto o processo de investigação criminal. “Ele tem direito de defesa como qualquer cidadão. A prisão foi efetuada pela Corregedoria da Polícia Militar junto com a Polícia Civil. A Corregedoria já estava acompanhando. Infelizmente pode ser que fique comprovada participação”, pontuou.

Os produtores rurais vítimas da suposta extorsão são alvos frequentes de invasões promovidas por índios nas imediações da Perimetral Norte. Nessa região, recentemente até o Batalhão de Choque da PM de Campo Grande precisou ser acionada para ajudar os militares douradenses a conter um conflito que resultou em feridos.

Para o comandante do 3º BPM, as invasões podem ter sido motivadas justamente com a intenção de obter dinheiro das vítimas.

“Não tive acesso às provas que a Corregedoria possuiu, a gente não interfere, mas o importante é que impediu um crime de ocorrer, essa pressão em busca de dinheiro. O que me deixa transparecer é que essas ações deles nessa área em Dourados, com índios que não são daqui, desaldeados, acredito que no fundo tinha escopo de conseguir angariar recurso”, ponderou.

Residente na Aldeia Jaguapiru, o sargento Waldison é indígena, natural de Aquidauana, conforme descrição feita à Justiça Eleitoral. Ele foi candidato a vereador em Dourados nas eleições municipais de 2016, pelo DEM (Democratas). Com nome de urna Cb Waldison, obteve 295 votos e não foi eleito. Em 2014, concorreu à presidência da Associação de Cabos e Soldados, conquistou 70 votos e foi derrotado pelo eleito, que teve 141.

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