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Venda é entrave para piscicultura em Mato Grosso do Sul

16 Set 2011 - 16h47Por Fabiane Dorta / Diário MS

A dificuldade de comercializar o pescado é o maior entrave vivido pelos piscicultores de Dourados e região. As condições técnicas de Mato Grosso do Sul são extremamente favoráveis à produção de peixe, os benefícios para custear a produção também existem. No entanto, sem vender, os pequenos produtores, que são maioria, não conseguem investir na cultura. Essa é uma das questões debatidas no II Encontro de Piscicultores de Mato Grosso do Sul.

Apesar dos bancos financiarem a produção com subsídios do Governo Federal para oferecer juros mais baixos para os pequenos produtores de peixe, mas o crédito só é liberado quando há a garantia do produto.

“Se o produtor não consegue vender, não tem como garantir a produção, não consegue fazer o financiamento para investir. Então, o gargalo fica na demanda.”, afirma Ademar Ferreira, vice-presidente da cooperativa MS Peixe e presidente da comissão organizadora do encontro.
Outro benefício para os piscicultores é uma lei Estadual, que determina descontos que chegam a 67% na conta de energia. O relógio das pisciculturas é separado dos demais e para a concessionária cobrar menos tarifa por kW/hora durante a noite, quando os equipamentos ficam ligados.

Mesmo com os inventivos, a produção só vai seguir caso haja uma comercialização garantida. De acordo com Ferreira, a expectativa é de que entre em funcionamento o Frigorífico do Peixe, que está na primeira etapa de produção. Nele o pescado será beneficiado para venda, resolvendo a dificuldade do produtor, que não pode negociar o produto in-natura.

Mas, para Vera Lúcia Baptista Borelli, proprietária de uma piscicultura nativa há 17 anos, que produz anualmente 2 milhões de alevinos para engorda, se os produtores não buscarem novas tecnologias vão perder a oportunidade de ter lucro com a produção.

“Os produtores têm grande parcela de culpa, boa parte não corre atrás de informação, em oportunidades como essa [o encontro]. Muitos deles, se continuarem fugindo, não estarão preparados para essa nova fase que a piscicultura está passando aqui no Estado”, alertou Vera Lúcia.

Encontro - Apesar dos diversos debates, a troca de tecnologia é o principal foco do encontro, que teve ontem a abertura oficial. O evento segue até o dia 17, no parque de exposições em Dourados.
Empresas expõem equipamentos e pesquisadores fazem palestras sobre novas tecnologias voltadas à produção de peixes. Uma visita técnica aos empreendimentos ‘piscícolas’ do município, também está agendada para os participantes.

 

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