Menu
ITALÍNEA DOURADOS
segunda, 21 de janeiro de 2019
KAGIVA
Busca
UNIPAR_PC

Veja possíveis consequências da mistura de álcool com remédios

22 Jun 2011 - 16h16Por Folha.com

Por precaução, a maioria dos médicos recomenda evitar a combinação de bebida e remédios. Mas não são todos os medicamentos que, misturados ao álcool, causam efeitos colaterais.

Segundo Patricia Moriel, professora do curso de farmácia da Unicamp e responsável pelo grupo de farmácia clínica, apenas 17% dos remédios podem causar danos ao ser consumidos com álcool. Desse total, 15% podem causar interações graves, com risco de morte.

O problema, diz a também farmacêutica Amouni Mourad, é que há remédios que interagem com álcool nas principais classes de drogas, e cada organismo reage de forma diferente à mistura.

"Na dúvida, deve-se optar pela segurança de não consumir álcool usando medicamentos", afirma Mourad, que é assessora técnica do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo.

Segundo um estudo italiano de 2002, com 22.778 adultos, o uso moderado de álcool está associado ao aumento de 24% no risco de reações adversas a medicamentos.

Os efeitos foram mais frequentes nas mulheres do que nos homens. Os mais comuns foram problemas gastrointestinais, seguidos por complicações hormonais, alergias e arritmias cardíacas.

ANTIBIÓTICOS

Mesmo assim, os médicos afirmam que o consumo ocasional de bebida e em pequena quantidade (uma lata de cerveja ou uma taça de vinho) traz menos risco de efeitos colaterais com remédios. Incluindo os antibióticos.

"Essa história de que o álcool corta o efeito do antibiótico é lenda. Se você toma o remédio de manhã ou à tarde, não há problema em beber uma dose à noite. O grande risco está no exagero", diz Antônio Carlos Lopes, presidente da Sociedade Brasileira de Clínica Médica.

Mas, segundo Arthur Guerra, psiquiatra do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, não é muito lógico usar a energia do corpo debilitado pela infecção ou inflamação para metabolizar a bebida.

A maioria dos antirretrovirais usados para combater o vírus HIV também não interage com álcool.

"É melhor garantir a adesão ao tratamento do que insistir para o paciente não beber", diz Moriel, da Unicamp.

A combinação mais perigosa do álcool é com antidepressivos e calmantes, que agem no cérebro.

No caso de calmantes benzodiazepínicos, o álcool pode causar insuficiência respiratória e aumentar o efeito sedativo e o risco de coma. 

Deixe seu Comentário

Leia Também

PREVISÃO DO TEMPO NO MS
Preparem o tereré - Semana deve ter chuvas rápidas e calorão de 38°C em MS
OUSADIA
Pabllo Vittar empina bumbum e mostra tatuagem em ponto estratégico, VEJA
CASO DE POLÍCIA
Rapaz morre em pátio de motel
EM CIDADE DO MS
Temporal de 30 minutos alaga ruas e família fica presa em carro em cidade do MS
ACIDENTE FATAL
Em MS, Cinco pessoas morrem em grave acidente na BR-060
JARDIM E MAIS DUAS CIDADES DO MS
Em Jardim, Uems abre amanhã processo seletivo para professor temporário em duas cidades
BONITO - MS - AÇÃO DA POLÍCIA CIVIL
Polícia Civil prende chefe de um dos restaurantes mais badalados de Bonito (MS)
EM CIDADE DO MS
Estudante de medicina morre após jogar partida de futebol em cidade do MS
BONITO - MS - MARIA DA PENHA
PM é novamente acionada por violência doméstica, essa já é a 3ª em menos de 5 dias em Bonito (MS)
VERÃO - BOMBEIROS ALERTAM
Nos primeiros dias de 2019 bombeiros já registram afogamentos em três cidades do MS