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Superlotados, hospitais de Campo Grande atendem pacientes do SUS no “improviso”

4 Abr 2011 - 12h34Por Midiamax

Uma rotina: pacientes em corredores, quartos lotados, leitos desativados e pacientes do SUS atendidos da maneira possível, para não ficar do lado de fora do sistema. Da mesma forma como esteve nos hospitais Santa Casa e Hospital Regional, a reportagem do Midiamax também entrou no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da UFMS, para retratar o atendimento de pacientes com verbas públicas do SUS.

O quadro crítico é o mesmo encontrado nos hospitais anteriores, mas há um diferencial. Embora esteja passando por reformas, as instalações que atendem doentes de várias regiões do Estado são antigas. E uma ala nova, que servira para a infectplogia, também está desativada, com salas servindo de depósito de material velho ou dormitório improvisado para funcionários, como nos outros dois hospitais.

Por ocasião da reportagem, alguns pacientes estavam no corredor da Emergência por mais de 10 dias aguardando internação. A reclamação por tratamento digno era a tônica. Havia paciente em maca rente ao chão, no que parecia um leito emprestado de ambulância do Samu.

Os médicos e enfermeiros realizavam o tratamento possível nessas condições mas, nos quartos lotados e corredores, era possível notar que a falta de atendimento dentro dos padrões clínicos corretos e o alto risco da disseminação da infecção hospitalar. No final de semana, as salas dos exames especiais estavam fechadas.

Plano de reestruturação do HU

Como os dois outrso hospitais, o HU tem seu próprio plano de reformas. Por orientação do decreto presidencial de 27 de janeiro de 2010, que instituiu o Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários – REHUF, a alta direção do hospital realizou um projeto para obter os recursos federais que considera necessários para a modernização do hospital.

Um dos pontos centrais do plano afirma que "o volume de atendimento ao cliente do SUS se multiplicou em cima de recursos materiais e humanos que não foram repostos a contento para atender a nova demanda. O que se vê no presente momento é um hospital de porte médio trabalhando no limite das possibilidades e responsabilidades perante o seu público alvo."

A direção do hospital propõe ao governo federal investimentos totais de R$ 28.988.000,00 em outubro de 2010;

No documento, ainda há uma frase emblemática que define o que é um hospital:

"São complexos que abrigam pessoas em confronto com emoções e incertezas nos momentos mais críticos da existência humana: nascimento, sofrimento, risco de vida, dor, doença, cura, qualidade de vida e a inexorável morte." 

Para a maioria da população carente que depende da Saúde pública no estado, a intensidade de cada dos termos tem um peso diferente.

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