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Simon pede que aliados apoiem ações moralizadoras do governo

16 Ago 2011 - 12h31Por Agência Brasil

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez ontem, segunda-feira (15), um apelo aos demais parlamentares da base aliada para que apoiem as ações moralizadoras da presidenta Dilma Rousseff. Simon pediu que os líderes partidários na Câmara e no Senado desistam da chamada “greve branca”, em que se recusariam a votar projetos de interesse do governo em represália às demissões ocorridas em ministérios controlados por partidos da base. Simon referia-se aos Ministérios dos Transportes e da Agricultura, onde vários servidores sob acusação de envolvimento em supostos esquemas de corrupção.

Em discurso, Simon disse que a imprensa está deixando a classe política e o Congresso em uma situação difícil e que os líderes partidários estão se comportando como se quisessem controlar a presidenta Dilma Rousseff. “A imprensa está nos deixando numa posição (...) muito triste. Os líderes dos partidos políticos estão a dizer que vão iniciar um movimento no sentido de acalmar a dona Dilma. Ou ela para, ou vamos votar projetos."

Segundo ele, os líderes não discutem se os projetos devem ou não devem ser aprovados, mas deixam entender que isso significa que algumas propostas podem ser aprovadas para prejudicar o governo. “Apelo ao meu partido, o PMDB, e depois aos outros partidos, que paremos para meditar [sobre esta situação].”

Para ele, as demissões feitas por Dilma são um exemplo que não foi dado por seus dois antecessores, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, que não demitiram ninguém. "Ela demitiu, no início do governo, a começar pelo homem da sua maior confiança, o seu primeiro nome, alguém que se sabe que ela escolheu, num ministério onde parece que a maioria, quase a imensidão, foi indicada por outras pessoas, a começar pelo Lula. O chefe da Casa Civil [Antonio Palocci] ela tinha escolhido. Ela demitiu”, disse Simon.

Logo após Simon, também falaram em apoio a Dilma os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Jorge Viana (PT-AC) e Ana Amélia (PP-RS). “Estamos aqui para manifestar ao Brasil inteiro que estamos ao lado da presidenta no momento em que ela demite pessoas que estão sob suspeição. Isso é um ato novo neste país, salvo algumas exceções no passado”, disse Cristovam. Ele aproveitou para pedir à presidenta que ouça mais os parlamentares e que construa uma base sem fisiologismos.

Ana Amélia, que tem votado de maneira independente e chegou a assinar requerimentos para a criação de comissões parlamentares de inquérito, criticou a maneira como o Poder  Executivo tem se relacionado com o Legislativo, mas apoiou as iniciativas de Dilma. A senadora manifestou disposição de participar da formação de uma frente parlamentar, embora ressaltando que não haverá alinhamento automático ao governo.

"É, pontualmente, um apoio político para que ela não fique refém de outras forças que não queiram o que estamos pretendendo aqui: moralidade, gestão, qualidade, profissionalização do serviço público. É apenas isso. Estamos aqui para dar-lhe o apoio necessário, do ponto de vista político, para que ela continue nessa ação.”.

Para Ana Amélia, a presidenta precisa ainda diminuir as contratações por indicação políticas nos ministérios, realizar mais concursos e dar promoções por mérito no serviço público.

Para a sessão de ontem havia mais 17 oradores inscritos para falar, a maior parte deles convocada por Pedro Simon para defender as ações de moralização no governo, num movimento que começou na última sexta-feira (12).

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