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Secretário assume Ministério dos Transportes interinamente

7 Jul 2011 - 08h30Por Folha.com

O secretário executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, assumirá o comando da pasta em caráter interino enquanto o substituto de Alfredo Nascimento não é nomeado pela presidente Dilma Rousseff. A informação foi confirmada no início da noite desta quarta-feira pela ministra de Comunicação, Helena Chagas.

Nascimento não resistiu às acusações de superfaturamento de obras e recebimento de propina envolvendo servidores e órgãos ligados à pasta e pediu demissão do cargo nesta quarta-feira.

A crise se intensificou com a acusação de que seu filho, Gustavo Morais Pereira, teria aumentado seu patrimônio de forma ilícita.

Segundo a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, Dilma pretende "refletir" antes de formalizar um nome para substituir Nascimento.

Dentro do PR, o nome do senador Blairo Maggi (MT) é o mais cotado para ocupar o cargo.

PERFIL

Paulo Sérgio Passos, 55, é economista, formado pela Universidade Federal da Bahia. O ministro interin é servidor público federal desde 1973, quando ingressou por concurso público como técnico em planejamento, do Sistema Nacional de Planejamento, lotado no Ministério dos Transportes. Posteriormente, passou a integrar a carreira de Planejamento e Orçamento.

Além de ter atuado em diferentes cargos no Ministério dos Transportes, também exerceu cargos de destaque no Ministério do Bem-estar Social e no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, onde foi durante seis anos secretário-adjunto da Secretaria de Orçamento Federal.

É casado com a cantora e compositora Rosa Passos, com quem tem três filhos: Alexandre, jornalista; Leonardo, advogado; e Julianna, formanda em medicina veterinária.

O CASO

As suspeitas de corrupção no Ministério dos Transportes começaram após reportagem da revista "Veja" afirmando haver participação da cúpula do ministério em irregularidades. O caso ganhou repercussão e a presidente Dilma pediu que o CGU (Controladoria-Geral da União) investigasse as acusações

Ainda no sábado (2), data em que a revista foi às bancas, Dilma determinou o afastamento de quatro integrantes da cúpula do ministério, incluindo o diretor do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), Luiz Antonio Pagot.

Na segunda-feira (4), após reunião de Nascimento com a presidente, a Secom (Secretaria de Comunicação) divulgou comunicado manifestando confiança no ministro e o escalando para comandar as investigações na pasta.

No mesmo dia, o ministro determinou a abertura de uma sindicância interna e ontem anunciou que suspendeu novas licitações e aditamentos em contratos já vigentes na pasta por 30 dias. Na prática, significa que não pode haver novos contratos nos órgãos e que os contratos que estão em vigência não podem ser majorados.

NOVAS DENÚNCIAS

A situação de Nascimento ficou insustentável após o jornal "O Globo" revelar, nesta quarta-feira (6), que o patrimônio de seu filho teve um aumento de 86.500% em cinco anos.

As suspeitas sobre a Forma Construções, empresa de Pereira, começaram por causa de um repasse de R$ 450 mil da Socorro Carvalho Transportes, que presta serviços ao Ministério dos Transportes, para a Forma.

O jornal mencionou ainda que o Fundo da Marinha Mercante, administrado pelo Ministério dos Transportes, teria repassado R$ 3 milhões à Socorro Carvalho. O ministério afirma que a empresa, que também trabalha com navegação, recebeu ressarcimento por serviços prestados na região amazônica.

Segundo nota da pasta, Nascimento afirma que nem ele nem seus familiares mantêm vínculos comerciais ou empresariais com a Socorro Carvalho. O ministro disse que está à disposição do Ministério Público para prestar qualquer esclarecimento. Ele disse que o valor transferido para a empresa de seu filho foi referente à venda de um imóvel.

O agora ex-ministro, que já havia sido convidado para prestar esclarecimentos no Senado e na Câmara sobre as suspeitas de irregularidade na pasta, reafirma que estará " à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela".

Em nota de "esclarecimento" em que anuncia a sua demissão, Nascimento diz que vai reassumir sua vaga no Senado. Ele entra no lugar do senador João Pedro (PT-AM), que é suplente.

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