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Se Brad Pitt viesse á Bonito não encontraria nenhum hotel 5 estrelas, diz jornal

11 Jul 2011 - 10h15Por Correio do Estado - Carlos Henrique Braga

A rede hoteleira de Mato Grosso do Sul tem de aprender algumas lições para receber bem os visitantes da Copa do Mundo de 2014 que esticarem a estadia pelo País. Eles devem gastar R$ 3,9 bilhões pelo Brasil, estima o Banco Central. Uma das lições urgentes é aprender a falar a mesma língua dos turistas estrangeiros.

Apenas 39% dos hoteis cadastrados no site do Ministério do Turismo, o Cadastur, oferecem atendimento em inglês. Em espanhol, são 35%, apesar da proximidade com os hispânicos da fronteira e os 60,5 mil bolivianos e paraguaios que passaram por MS em 2010.

Pode ser ainda pior. O cadastro na internet não é fiel ao que os hoteis disponibilizam, pelo menos quanto aos idiomas, segundo teste do Correio do Estado que identificou propaganda diferente da realidade em quatro hoteis de Três Lagoas e Bonito.

O Estado recebeu 68,1 mil visitantes no ano passado. Mesmo que 60,5 mil sejam vizinhos do Paraguai ou Bolívia, cresceu a presença de turistas de outros pontos do globo. Da América do Norte, vieram 317, mais de quatro vezes mais que em 2009, que registrou apenas 75 gringos. O fluxo do Peru aumentou 21%, de 3,4 mil pessoas para 4,1 mil.

A principal cidade turística sul-mato-grossense 13,6 mil estrangeiros no ano passado, 8% dos 170 mil visitantes totais, segundo o secretário de Turismo, Augusto Barbosa Mariano. Mas se o ator norte-americano Brad Pitt fosse à cidade, como especula o boato que corre há alguns anos sobre seus planos de férias, não encontraria um hotel padrão cinco estrelas na rede de 80 meios de hospedagem. Nenhum. Nem mesmo o único resort do Estado, que fica na cidade.

Bonito, que não deve ser alvo de grandes investimentos na rede hoteleira, espera aumentar em 20% o número de turistas neste ano, para cerca de 200 mil. Até maio, foram registradas 125,1 mil visitas às atrações de Bonito, crescimento de 22,63% na comparação com o mesmo período de 2010, informa o secretário de Turismo.

No resto do Estado, a rede precisa de investimentos para crescer e profissionalizar-se. Em Campo Grande, onde o número de leitos é considerado insuficiente pelas agências de viagens, é comum hospedar pessoas em moteis, em períodos de superlotação.

O "jeitinho" é constrangedor, avalia o presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav-MS), Ney Gonçalves. "É a nossa imagem que está em jogo", diz. "Nós avisamos antes o que eles vão encontrar, para evitar más surpresas", conta Gonçalves.

Embora haja planos de novos hoteis, só o Grand Park saiu do papel, em fevereiro. A estrutura do Binder, na Avenida Afonso Pena desde os anos 90, passa por reforma.

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