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Região do Pantanal concentra maior número de focos de incêndio em MS

9 Set 2011 - 07h16Por Campo Grande News/Com informações do Diarionline

Mato Grosso do Sul já contabiliza mais de 1.000 focos de queimadas, considerando o período de 1º de janeiro a 8 setembro. Os dados são da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Ao todo, segundo o relatório divulgado pelo INPE, são 1.004 focos nos últimos oito meses e nos primeiros oito dias de setembro. A região do Pantanal, assim como o Norte, Nordeste e Sudeste do Estado são as áreas de maior risco, segundo apontam os satélites do INPE. Nessas regiões, devido à seca, que já se prolonga por mais de 60 dias, o risco de incêndios é considerado crítico. No Centro-Sul do Estado o risco também é alto.

As cidades de Porto Murtinho, Aquidauana e Corumbá são as que apresentam os maiores índices no ranking de queimadas do Estado. Juntos, os três municípios já contabilizaram este ano mais de 530 focos de incêndio.

 Em Porto Murtinho, cidade com maior incidência, o monitoramento do Instituto Nacional registrou, ao longo deste ano, 241 focos. Em Aquidauana, já foram 153 focos de incêndios florestais registrados. Corumbá aparece em terceiro, com 145 focos de queimadas, de janeiro até agora. Só nos primeiros oito dias de setembro, a cidade teve 36 focos de calor detectados pela Divisão de Satélites do INPE. Um número alarmante, considerando que em todo mês de agosto foram 33 focos.

No mesmo período (agosto), Porto Murtinho teve 174 focos de queimadas registradas e Aquidauna, 64 focos. Em todo o Estado foram 355 registros ao longo do mês.

Sob controle - Para tentar controlar os incêndios, as queimadas estão proibidas no plananto até o dia 30 de setembro e até o dia 31 de outubro no Pantanal. A medida é uma forma de tentar manter os focos sob controle, já que neste período eles tendem a aumentar.

Em Corumbá, embora a cidade esteja em 3º lugar no ranking do Estado, a preocupação é grande. A cidade registrou, só no primeiro semestre deste ano, 71 focos de incêndios florestais. Praticamente a metade dos 155 focos registrados no mesmo período do ano passado.

Os satélites do INPE também revelaram que janeiro foi o mês de maior incidência de queimadas este ano em Corumbá. Nos primeiros trinta e um dias de 2011, a cidade contabilizou 44 focos de incêndios florestais. Os meses de maior precipitação pluviométrica - março e abril - não registraram ocorrências de queimadas.

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