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Proteína no cérebro é chave para combater vício em cigarro

27 Jul 2011 - 16h28Por Revista Veja online

Uma pesquisa conduzida por cientistas americanos ajuda a elucidar a maneira como a nicotina atua no cérebro - e deve impulsionar o desenvolvimento de novos tratamentos para o vício em cigarro. De acordo com o estudo, publicado no periódico especializado The Journal of Neuroscience, uma proteína localizada no chamado "centro de recompensa do cérebro" pode ser a responsável pelo vício. Ao removê-la, os pesquisadores detectaram o bloqueio da sensação de redução da ansiedade e o efeito recompensador, tipicamente provocados pela nicotina.

Os centros de recompensa do cérebro são compostos por uma complexa rede de neurônios que, ao serem ativados por uma substância ou atividade que lhes dá prazer, enviam ao corpo uma sensação de recompensa, que provoca o repetimento da ação. A proteína descoberta pelos pesquisadores foi apelidada de receptor nicotínico. Ela se localiza na superfície das células cerebrais. Quando o fumante entra em contato com o cigarro, a nicotina se liga a essa proteína e influencia a produção de dopamina, uma substância química liberada como uma resposta de recompensa do organismo.

Durante a pesquisa, os cientistas removeram essa proteína do cérebro de camundongos, fazendo com que os animais sentissem menos necessidade de nicotina e tivessem reduzidos os comportamentos de ansiedade. É bastante comum fumantes relatarem o alívio da ansiedade como fator-chave para justificar o vício em cigarro. "A descoberta mostra que as propriedades de recompensa e de redução na ansiedade da nicotina, que acreditava-se ter um papel fundamental no desenvolvimento do vício ao cigarro, estão relacionadas a ações em um único conjunto de células do cérebro", diz Paul Kenny, especialista em vício em drogas do Scripps Research Institute.

Estudos anteriores já mostravam que o bloqueio do receptor de nicotina alpha 4 dentro da área tegmental ventral (ATV) – uma região do cérebro importante para motivação, emoção e vício – diminuía as propriedade de recompensa da nicotina. Como os receptores alpha 4 estão presentes em diversos tipos de células na ATV, era incerto como a nicotina agia no cérebro produzindo sensações de prazer.

Pesquisa - Para anular o importante circuito de resposta do cérebro à nicotina, os pesquisadores desenvolveram, então, camundongos com uma mutação que os deixava incapazes de produzir o receptor alpha 4. Os animais com falta de receptores alpha 4 gastaram menos tempo tentando obter nicotina, quando comparados aos camundongos normais. A nicotina não foi ainda eficiente em reduzir os comportamentos de ansiedade dos cérebros dos camundongos mutantes. Segundo os pesquisadores, isso sugere que os receptores alpha 4 são necessários para os efeitos recompensadores da nicotina.

“Identificar o tipo de receptor de nicotina necessário por duas características chaves do vício a nicotina – recompensa e ansiedade – pode nos ajudar a entender melhor os caminhos que levam à dependência, e a potenciais tratamentos para o um bilhão de fumantes do mundo”, diz Tresa McGranahan, co-autora da pesquisa. Doenças decorrentes do cigarro continuam a ser um grande problema em todo o mundo, e chegam a causar mais de cinco milhões de mortes por ano.

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