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15 de Março de 2011 11h35

Professores param amanhã para cobrar piso salarial

Diário MS

Alunos das escolas municipais e estaduais de Mato Grosso do Sul ficarão sem aula amanhã. Isso porque os professores das duas redes prometem uma paralisação em todo o Estado para chamar a atenção das autoridades quanto a implantação do piso salarial, além de protestarem contra o reajuste salarial de 6% oferecido pelo Governo do Estado.

 

Durante a mobilização, os professores pretendem debater, entre outros pontos, a valorização do piso salarial, o acesso através de concurso, plano de cargos e carreiras e discutir sobre o novo plano nacional da educação. Na rede estadual, a paralisação vai deixar ao menos 450 mil alunos sem aula em MS.

O acréscimo no salário pago aos professores da rede estadual foi feito no início do ano, de acordo com a inflação. No entanto, não chega ao que é defendido pelos representantes da classe. A reivindicação da Fetems (Federação dos trabalhadores da educação de Mato Grosso do Sul) é a de uma política a longo prazo que eleve o salário dos profissionais gradativamente até 2013, à R$ 1597,87 para 20 horas semanais. Este valor é o estipulado em lei federal para uma jornada de 40 horas por semana.

Uma Adin (Ação direta de inconstitucionalidade) que tramita no STF (Supremo Tribunal Federal) contesta alguns pontos da lei que trata do piso salarial do professor. De acordo com a Fetems, o confronto faz com que existam dúvidas quanto ao valor real que deve ser adotado para remunerar os professores, levando municípios sul-mato-grossenses a adotar quantias diferentes em cada cidade, por isso a rede municipal também vai aderir à paralisação.

Por esse motivo, as redes municipais também vão aderir à paralisação. “É fundamental que os ensinos das escolas municipais também sejam de qualidade. É importante que comecemos a pensar num sistema nacional de educação que tenha planos de cargos e carreiras semelhantes, para que não seja a muita diferença entre as duas redes, Estadual e municipal”, acredita Jaime Teixeira, presidente da Fetems.

No período da manhã cada município fará seu manifesto. Durante a tarde, a partir das 14 horas, haverá uma audiência pública em Campo Grande, na Assembléia Legislativa, para debater a aplicação do piso salarial em Mato Grosso do Sul e valorização do profissional, entre outros temas relacionados à educação. Mais paralisações estão previstas, mas suas definições serão feitas a partir do dia 17, quinta-feira, de acordo com o resultado do julgamento da Adin pelo STF, que está programada para este dia. 

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