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26 de Maio de 2011 15h34

Prefeitura do Rio retoma apartamentos do Minha Casa, Minha Vida

Agência Brasil

A prefeitura do Rio iniciou hoje (26) a retomada de 143 apartamentos do programa Minha Casa, Minha Vida, invadidos no início do ano, em Campo Grande, zona oeste da cidade. A retirada dos invasores do Condomínio Ferrara, com 266 apartamentos, começou pela manhã com a presença da Polícia Militar e da Polícia Federal. Até homens a cavalo foram usados pela polícia na operação.

A Secretaria Municipal de Habitação, responsável pela ação de despejo dos invasores, havia recebido dezenas de denúncias de moradores cadastrados no programa e que foram impedidos de ocupar os imóveis por causa da pressão de milícias que atuam na região. Os invasores tinham a cobertura dos milicianos para ocupar irregularmente os imóveis. A reintegração de posse foi concedida por ação judicial e os invasores foram notificados ontem que teriam que sair do local.

O secretário municipal de Habitação, Jorge Bittar, esteve no local em fevereiro e, mesmo sem apoio necessário da Polícia Militar, pediu às famílias invasoras que se retirassem. Ele disse que, segundo denúncias que recebeu dos moradores, policiais que atuam no bairro teriam estreitas relações com a milícia. Bittar informou que o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, garantiu o policiamento do local até a plena ocupação dos apartamentos pelos legítimos moradores, cadastrados no Minha Casa, Minha Vida.

“Vamos garantir a essas famílias removidas toda nossa cobertura, por meio dos abrigos da prefeitura, do próprio programa Minha Casa, Minha Vida ou por meio do aluguel social”.

Apesar do clima tenso, dos panelaços e de muitos protestos, os invasores não resistiram ao despejo. Bittar chegou a bater boca com alguns invasores, que negavam a presença e a influencia de milicianos no local.

A faxineira Cláudia Roque de Oliveira, que ocupava ilegalmente, com os sete filhos, dois netos e um tio, um dos apartamentos do condomínio, disse que a invasão ocorreu de maneira espontânea por moradores de uma favela próxima. Mesmo sem ter para onde ir, ela não quer ser transferida para um abrigo público “Como vou para um abrigo com essas crianças? Em abrigo tem usuário de crack, de pico. Estão todas matriculadas na escola aqui perto. Vão estudar onde agora? Eu morava num barraco cheio de rato, já me cadastrei duas vezes na prefeitura e nada fizeram. Aqui estava vazio e invadi mesmo”.

No entanto, uma senhora que não quis se identificar, por medo de retaliação, relatou que, mesmo contemplada com um dos apartamentos, foi impedida por milicianos de se mudar. “Fiquei sabendo que minha casa foi trocada por um Nextel (aparelho de telefonia móvel). Estou morando de favor com minha filha desde fevereiro, esperando que minha casa seja desocupada e que garantam minha segurança depois que eu me mudar”.

Uma das moradoras das 121 unidades do condomínio ocupadas regularmente também pediu anonimato para afirmar que o comércio de botijões de gás é controlado pelos milicianos. “Eles já ameaçaram explodir nossas casas se os invasores forem retirados daqui. A gente sofre ameaça de todos os lados”, desabafou.

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