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Bonito, 22 de Novembro de 2017
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8 de Setembro de 2017 10h43

Prédio que acolhe as letras de MS tem fachada de lápis com 126 pilares

DA REDAÇÃO

No final da rua 14 de Julho, no bairro Monte Castelo em Campo Grande, um prédio branco e imponente se destaca em meio a edifícios, construções e condomínios. Trata-se da nova sede da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. De cara, a fachada cheia de pilares chama a atenção pela ideia que remete a um conjunto de lápis. 

No total, são 126 pilares de metal, com 20 metros de ponta a ponta e 8 metros de altura. Responsável pelo projeto do prédio, o arquiteto Otavio Loureiro batizou a fachada de "Floresta do Conhecimento". "A Academia de Letras é o lugar dos intelectuais, que trabalham com a escrita, e o lápis é a base do texto", explica.

Outra proposta que o arquiteto colocou na fachada é a brincadeira com jogo de luzes coloridas que pode ser feita à noite com a iluminação refletida nos pilares. "Durante o dia são todos lápis brancos, isso simboliza que eles não têm vida. À noite, podemos jogar as cores que quisermos, e isso significa gerar vida, que é o que a escrita traz para a gente", diz Otávio.

O arquiteto também explica que, embora sejam muitos, os 126 pilares não têm função estrutural, esta função é das colunas da parte dentro do prédio. "São três fileiras de pilares, todas estrategicamente ligadas ao ponto central do prédio", explica o arquiteto.

 

O projeto arquitetônico, segundo o profissional, carrega características contemporâneas, que podem ser percebidas em três aspectos: o metal, a cor branca, que é tendência de fachada, e o uso do vidro.

Sobre este último elemento, Otávio diz que é um material que ele, particularmente, gosta muito de usar e no caso da fachada do prédio, ele ganhou uma função específica. "As "paredes" da Academia de Letras são todas de vidro e ficam atrás dos pilares, que é para dar a sensação de proximidade com a Floresta do Conhecimento", explica o arquiteto.

Na parte de dentro da Academia, o prédio é simples e comporta poucos cômodos, como auditório, setor administrativo, sala da presidência e, claro, a Biblioteca.

Segundo o presidente da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, Reginaldo Alves de Araújo, a construção de todo o prédio ficou em R$ 2 milhões e foi feita em três anos, sendo inaugurada no final de agosto.

Inspiração - Outro projeto arquitetônico em Campo Grande que também faz referência ao conhecimento é a escola estadual Maria Constança de Barros Machado. Assinado por Oscar Niemeyer na década de 1950, o prédio tem formato de um livro aberto. Outros elementos ainda remetem a materiais de estudo, como, por exemplo, um palito branco, posicionado na entrada do colégio, traz a ideia de um lápis. No interior, o corredor extenso traz à mente uma régua.

Embora seja pontual ao dizer que não se inspirou na obra de Niemeyer, Otávio admite que gosta da proposta dos elementos projetados na escola e que, no fim das contas, os dois projetos trazem a mesma ideia.

Pilares não têm função de sustentar (Foto: Marina Pacheco)Pilares não têm função de sustentar 
Parte de dentro do prédio, com as paredes de vidro atrás dos pilares (Foto: Marina Pacheco)Parte de dentro do prédio, com as paredes de vidro atrás dos pilares 
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