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11 de Maio de 2011 08h20

Preço do álcool já cai nos postos, mas gasolina fica mais cara

Folha.com

O preço do álcool mantém queda tímida nos postos, e a gasolina não para de subir, segundo levantamento de preços da ANP (Agência Nacional do Petróleo).

Na semana passada, quem abasteceu com gasolina pagou, em média, R$ 2,914, alta de 0,83% em relação ao custo nos sete dias anteriores. A conta é feita com base em pesquisa em pouco mais de 8.700 postos em todo o país.

Já o litro do álcool recuou pela quinta semana seguida. De 1º a 7 de maio, custava, em média, R$ 2,304, retração de 0,90% na comparação com a semana imediatamente anterior.

Nas últimas quatro semanas, o litro da gasolina teve aumento de 4% nas bombas de todo o país, de acordo com levantamento da agência.

O preço do álcool recuou 2,37% em igual período.

Nos postos paulistas, o litro da gasolina ficou estável na semana passada. Era encontrado, em média, por R$ 2,818, preços semelhante ao da semana entre os dias 24 e 30 de abril.

Em quatro semanas, no entanto, a alta é de 4,72%.

O litro do álcool teve queda de 2,9% em uma semana, nos postos paulistas. Para abastecer com o combustível, os consumidores pagaram, em média, R$ 2,075 na semana passada.

Nas últimas quatro semanas, o litro do álcool ficou 5,12% mais barato nos postos de São Paulo.

RECUO NA USINA

Na semana passada, o álcool anidro, principal causador da alta da gasolina nas últimas semanas, devido à pouca oferta do combustível, recuou para R$ 1,8817 por litro, em média, na porta das usinas paulistas, segundo pesquisa Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O preço não inclui impostos.

Esse preço registrou queda de 21% em relação ao valor médio da semana passada.

Ao recuar para R$ 1,88 por litro na semana passado, o anidro --que vai misturado à gasolina-- esteve R$ 1 abaixo do pico registrado nesta entressafra, quando chegou a R$ 2,88 na usina.

Ou seja, o valor da gasolina já pode recuar R$ 0,25 por litro, uma vez que a mistura do anidro ao derivado de petróleo é de 25%.

O etanol hidratado, ao recuar para R$ 1,0651, caiu 20%.

O avanço da safra, e a consequente oferta maior de álcool, fez o preço do produto despencar nas usinas paulistas.

Editoria de Arte/Folhapress

LOBÃO

Ontem, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, garantiu que o combustível --incluindo a gasolina-- iria cair já na segunda-feira.

"A partir de hoje (ontem) poderemos perceber nitidamente a redução do preço do etanol na bomba", disse ao participar de uma sessão solene no plenário Câmara, na manhã de ontem.

A gasolina e o álcool apresentaram aumentos substanciais nas últimas semanas por causa das instabilidades no mercado internacional e também pela redução da oferta de álcool anidro na entressafra da cana-de-açúcar.

"O governo tomou as medidas necessárias, mas precisamos entender que esse é um mercado livre. Precisamos agora elevar drasticamente a produção para que, com o excesso de oferta, se possa ter a redução dos preços", acrescentou Lobão, ontem.

Ele reforçou que a ANP (Agência Nacional de Petróleo) passará a ter a responsabilidade de cuidar, também, do etanol. E admitiu que em alguns Estados há cartel nos postos de gasolina --as punições para isso serão rigorosas, disse. Pode haver cobrança de multa e até o fechamento do posto.

PETROBRAS

Outra medida anunciada pelo ministro Lobão --na semana passada-- para regular o preço do etanol, é a maior participação da Petrobras na produção do combustível.

Lobão disse que a ideia é que a estatal seja responsável pela produção de 12% a 15% do etanol produzido no país nos próximos quatro anos.

Atualmente, a Petrobras responde por 5% de toda a produção do combustível no país.

Além disso, para tentar conter a alta no preço da gasolina, o governo decidiu alterar o percentual de álcool anidro que é adicionado ao combustível.

Medida provisória estabeleceu o piso mínimo de 18% e o máximo de 25%. A nova regra altera o intervalo de 20% e 25% que vigorou até então. Com a medida, o percentual de etanol na gasolina, que hoje é de 25%, poderá ser reduzido (o governo pode estabelecer o percentual dentro do intervalo).

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