Menu
BONITO_PREFEITURA_FEVEREIRO_2019
quinta, 21 de fevereiro de 2019
mutantes
Busca
ITALÍNEA DOURADOS

Políticas sociais são bem avaliadas pela população, ao contrário de saúde e impostos

11 Ago 2011 - 07h16Por Bonito Informa/Agência Brasil

As áreas mais bem avaliadas do governo Dilma Rousseff, de acordo com a pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Ibope, são as de combate à fome e à pobreza. Saúde, impostos e segurança pública foram as áreas que receberam as piores avaliações. No entanto, o que chamou mais a atenção dos pesquisadores foi a queda da aprovação à política de juros, de 43% para 29%, na comparação entre as pesquisas de março e julho.

“A confiança no governo Dilma permanece muito elevada, principalmente nas áreas de combate à pobreza, meio ambiente e combate ao desemprego”, disse o gerente executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, durante a divulgação da pesquisa, ontem (10), em Brasília.

“O curioso foi notar que o grupo que mais aprova as políticas de combate à fome e à pobreza não são os beneficiados, mas os que têm renda familiar superior a dez salários mínimos. A aprovação atinge 66% desse grupo. É aprovada também por 62% das pessoas com renda familiar de até um salário mínimo e por 58% das pessoas com renda familiar entre um e dois mínimos”, acrescentou.

As políticas de combate ao desemprego "permanecem em alta", segundo a CNI, com 49% de aprovação, apesar da queda de 9 pontos percentuais desde março, quando foi feita a primiera songagem de opinião sobre o governo Dilma. Já as políticas de meio ambiente mantiveram o índice de aprovação praticamente estável, se for levada em consideração a margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais. A aprovação caiu de 54% para 52%. Essa política foi mais bem avaliada nas pequenas cidades e na faixa de população mais jovem.

A mudança mais significativa se deu em relação à política de juros, cuja desaprovação subiu para 63%. Na pesquisa anterior, os índices de aprovação e desaprovação estavam empatados (43%). “Provavelmente, por causa do ciclo de alta dos juros, isso mudou consideravelmente. Agora, o nível de desaprovação deu um salto de 20 pontos percentuais, chegando a 63%, enquanto a aprovação das políticas de juros caiu para 29%”, explicou o economista

Segundo ele, as classes com renda mais elevada são as que mais desaprovam a política de juros altos do governo: 71% das pessoas com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos e 66% dos entrevistados com renda superior a dez mínimos. A desaprovação da política de juros atinge também 71% das pessoas com formação de nível superior.

“A má avaliação das áreas de saúde, impostos e segurança pública não nos impressiona porque são áreas historicamente mal avaliadas”, disse Castelo Branco. De acordo com a pesquisa, a saúde teve aval bastante negativo (69%), empatando com tributos e impostos em termos de insatisfação.

“As pessoas perceberam que houve aumento da inflação e isso refletiu na pesquisa. A desaprovação da política de combate à inflação é mais elevada entre as mulheres [58% contra 54% entre os homens] que, em geral, são responsáveis pelas compras da família e, com isso, melhor percebem a situação”, disse o economista.

No primeiro levantamento sobre o governo Dilma, 42% dos entrevistados desaprovavam a política de combate à inflação. Em julho, esse índice subiu para 56%. A aprovação caiu de 48% para 38%.

A avaliação sobre a educação no país também mostrou inversão. Antes, 52% aprovavam, contra desaprovação de 45%. Na pesquisa divulgada hoje, a relação se inverteu. A aprovação caiu para 43% aprova enquanto 52% desaprovam. "Quem está mais preocupado são os pais de famílias [57% das pessoas com idade entre 30 e 49 anos desaprovam] e os com maior renda [66% dos que recebem mais de dez salários mínimos] e escolaridade [64% dos que possuem nível superior]”, disse Castelo Branco.

O economista, no entanto, credita o aumento dos índices relativos às expectativas negativas ao fato de ter diminuído o percentual de pessoas que não respondiam ou não se viam em condições de responder as perguntas da pesquisa. “O aumento na avaliação negativa está mais relacionado à diminuição do conjunto de pessoas que não haviam declarado opinião no levantamento de março, do que à perda de avaliações positivas”.

Segundo o economista, os rsultados refletem uma tendência normal de avaliação de um governo que começou há pouco tenpo. “O eleito inicia o ano com popularidade muito associada à vitória eleitoral. Com o tempo, essa empolgação tende a diminuir”.

Deixe seu Comentário

Leia Também

GESTÃO PÚBLICA
Reinaldo Azambuja fala sobre desafios da nova gestão em entrevista à GloboNews
BONITO - MS - CONGRESSOS DE NETWORKING
Bonito (MS) receberá pelo menos 10 mil visitantes na baixa temporada em busca de networking em 2019
AGORA DEU MEDO
PMA captura cascavel de 1,3 metros em residência na Capital
GERAL
Em MS, 38 radares voltam a operar na BR-163 a partir da próxima semana
TEMPO E TEMPERATURA
Alerta: 24 cidades de MS estão com aviso de tempestade de perigo potencial
BONITO - MS - POLÍCIA
Vítima de 'estupro virtual' volta para casa e retoma rotina na escola em Bonito (MS)
GERAL
Sistema do Detran-MS continua fora do ar nesta quarta-feira
GERAL
Gabaritos do Enade 2018 já estão disponíveis no site do Inep
COTA ZERO
Deputados pedem que caça do jacaré seja liberada
POLÍCIA
Homem é preso, suspeito de exploração sexual de criança