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25 de Maio de 2011 14h03

PF desmantela quadrilha que aplicava fraudes contra o INSS em Mato Grosso do Sul

Midiamax - Celso Bejarano e Nicanor Coelho

Desde a manhã desta quarta-feira ao menos 30 policiais federais e dois agentes da inteligência do Ministério da Previdência Social desmantelaram uma quadrilha acusada de fraudes contra o INSS (Instituto Nacional de Seguradora Social) em Ivinhema, cidade sul-mato-grossense distante 300 km de Campo Grande. Não houve prisões, mas os investigadores cumpriram oito mandados de busca e apreensões. Servidores do instituto, cujos nomes não foram revelados estariam implicados no caso.

Comunicado distribuído pela assessoria de imprensa da PF em Dourados, diz que “a sangria aos cofres públicos consistia na concessão de benefícios repletos de irregularidades, tais como: ausência de documentação comprobatória de exercício de atividade rural, de guarda dos beneficiários menores de idade, comprovante de união estável com indícios de falsidade, benefícios requeridos após mais de 15 anos do falecimento do segurado, saques dos benefícios em cidades diversas da suposta moradia do beneficiário, dependente inserido nos sistemas do INSS, sem possuir esta condição junto ao segurado”.

De acordo com a PF, o esquema fraudulento já teria provocado ao INSS um prejuízo de ao menos R$ 125.250,61, mas cálculos dos investigadores indicam que a quadrilha já tenha arrecadado ao menos R$ 1 milhão.

Ainda segundo a PF, os mandados de busca e apreensão ocorreram nas casas dos investigados, na agência do INSS e ainda na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais da cidade de Novo Horizonte do Sul.

“Além de medidas cautelares, tais como: a suspensão do exercício profissional do servidor do INSS, proibição de ingresso e aproximação em um raio de 300 metros da agência do INSS, além da proibição dos agenciadores de atuarem como procuradores nos processos concessórios de benefícios previdenciários, sendo que o descumprimento de tais medidas acarretará a prisão preventiva dos investigados”, afirma a nota da assessoria da PF.

A operação foi batizada de Béline, uma alusão à personagem do escritor francês Molière, uma trapaceira e vigarista, que se aproveitava do desconhecimento alheio para auferir vantagem financeira, inclusive falsificando documentos, como os fraudadores em questão.

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