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Pesquisa encontra novas espécies de plantas no interior de SP

18 Jul 2011 - 11h16Por Estadão.com

Após cinco anos de estudos, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) concluíram levantamento que registrou aumento de 82% do número de espécies catalogadas da vegetação nativa do Noroeste paulista.

O número de espécies da flora coletadas e registradas cientificamente subiu de 323 para 589. Entre elas está uma espécie arbórea inédita no País, batizada de Cordia tarodae Stapf. O estudo também registrou 27 espécies em extinção, das quais 3 são exclusivas da região.

Mas o destaque está nas conclusões das pesquisadoras Andréia Alves Rezende e sua orientadora Neusa Taroda Tanga, do Departamento de Zoologia e Botânica da Unesp de São José do Rio Preto. A equipe constatou que, apesar da devastação causada pela atividade agrícola, existe uma diversidade desconhecida nas 18 áreas de fragmentos florestais estudadas em 16 municípios. E essa biodiversidade poderá ser afetada se o novo Código Florestal for aprovado.

"A redução das matas ciliares levará ao desaparecimento de espécies exclusivas desses fragmentos", diz Andréia. Pelo novo Código, as Áreas de Preservação Permanente (APPs) serão reduzidas de 30 para 15 metros de extensão em margens de riachos com até 5 metros de largura.

O estudo levantou a flora presente em remanescentes de vegetação nativa com áreas de 55 a 2,2 mil hectares. A amostra foi feita em 100 parcelas de 10 metros por 10 metros, totalizando 1 hectare em cada fragmento, nas quais foram considerados árvores e arbustos com diâmetro maior ou igual a 5 centímetros da altura do solo.

"Não houve uma espécie presente em todos os fragmentos. E em todos fragmentos havia de 1 a 23 espécies exclusivas. No total, 51 espécies ocorreram em apenas um fragmento, o que comprova a alta diversidade dessas áreas", diz Andréia.

Segundo a pesquisadora, a espécie mais comum foi o monjoleiro, encontrada em 17 das 18 áreas. Outras foram sucupira, ipê-verde, canela-vassoura, amendoim-bravo, pau-terra, tingui e imbiruçu. "Sabíamos que essas espécies existiam, mas elas não haviam sido coletadas e registradas em trabalhos científicos", diz. Isso porque são poucos os levantamentos feitos.

Segundo Andréia, nas Regiões Norte, Noroeste e Oeste, equivalente a mais de um terço da área de São Paulo, as pesquisas sobre a flora são raras. No Noroeste, por exemplo, as últimas coletas foram feitas na década de 1990, em projetos de doutorado da própria Unesp.

A falta de coletas, aliada à possível devastação permitida pelo novo Código Florestal, poderá levar ao desaparecimento de espécies ainda desconhecidas, como a cordia tarodae Stapf, encontrada no município de Matão.

A árvore, de 15 metros de altura, caracteriza-se pelos cachos de flores brancas e tem 15 centímetros de diâmetro de caule. "Havíamos recebido informações de uma pesquisadora amiga e tínhamos a suspeita de que essa espécie ainda não havia sido registrada no País", afirmou Neusa. "Deve haver outras", afirma a pesquisadora.

Além de revelar a diversidade de áreas devastadas, o estudo pode ajudar na preservação das espécies e auxiliar em pesquisas, como as farmacêuticas e as de implantação de projetos agrícolas. O trabalho será lançado em livro no segundo semestre.

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