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10 de Maio de 2011 16h17

Perdas na safra foram menores do que esperado, segundo Conab e IBGE

Campo Grande News

O IBGE e a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) divulgaram levantamentos sobre a produção agrícola brasileira e identificaram, em Mato Grosso do Sul, uma perda menor na safra de verão do que a prevista pelas entidades representativas dos produtores rurais, após as fortes chuvas do período de colheita. Por causa das excesso de chuvas, produtores de 25 municípios receberam mais prazo do principal financiador da produção, o Banco do Brasil, para pagar os empréstimos.

Pelos números divulgados, a produção de soja ficou entre 4,9 milhões de toneladas (previstos pelo IBGE) e entre 5 milhões, conforme os dados da Conab. É mais do que os 4,7 milhões estimados pela Famasul (Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul) para a safra que seria colhida. Pela previsão da entidade, essa quantidade, na prática, seria ainda menor, de 4,5 milhões de toneladas, em razão dos grãos de má qualidade que seriam retirados da lavoura mas não teriam valor de mercado.

Ao comentar o resultado dos levantamentos divulgados hoje, o assessor técnico da Famasul, Lucas Galvan, salientou que, embora eles indiquem uma situação menos grave, na ponta do lápis os prejuízos continuam grandes.

Comparação

Galvan lembra que a primeira previsão de safra da Conab estimava que a safra de soja renderia 5,6 milhões de toneladas, uma quantidade recorde. “São 600 mil toneladas perdidas”, lembra. Em valores, conforme Galvan, são cerca de R$ 400 milhões que deixaram de circular no Estado, considerando que cada saca de soja de boa qualidade poderia ser vendida por pelo menos R$ 40.

Quando o clima chuvoso começou a prejudicar a colheita da safra de soja, falou-se em perdas de 1 milhão de toneladas e em um prejuízo de R$ até R$ 1,5 bilhão em toda a cadeia produtiva.

Conforme o assessor técnico da Famasul, embora as estimativas dos órgãos oficiais indiquem uma perda menor que a prevista em quantidade, o produtor está sentindo o prejuízo na hora de vender a produção.

“Há muita soja que foi retirada do campo sem valor de mercado”, explica. Segundo ele, em muitos casos os agricultores ou estão deixando de receber parte do produto, por estar apodrecido e não ter valor de mercado, ou ainda está recebendo com desconto de até 50%.

Galvan observa que essa perda é do produtor mas também da economia em geral, pois com renda menor no campo, o setor gera menos emprego e menos movimentação no comércio, por exemplo.

Para a soja que o produtor conseguiu tirar do campo com boa qualidade, o resultado da venda este ano é melhor do que o ano passado, porque o grão teve valorização, de 42% no mercado.

Resultado anual-De acordo com os números divulgados pela Conab, a produção anual de grãos em Mato Grosso do Sul fechará o ano-safra (de agosto de 2010 a julho de 2011) em 9,3 milhões de toneladas. Isso representa uma queda de 1,9% em relação à produção da safra 2009/2010, quando foram 9,5 milhões de toneladas.

O milho, a safra mais importante nesta época do ano, está ocupando 934 mil hectares, 12% a mais que na lavoura anterior. A produção é estimada em 3,5 milhões de toneladas, 4,2% a mais que na safra do ano passado. O resultado previsto não é melhor porque o rendimento por hectare deve ser menor em 7,4% do que o obtido na safra anterior.

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