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Pecuária: superexploração arrasa com 9 milhões de hectares

26 Jul 2011 - 10h17Por Correio do Estado

Desmatar e plantar pasto há muito não é sinônimo de produtividade. Inclusive, a inconsequência destas ações não planejadas começa a vir a tona. Mato Grosso do Sul já possui 9 milhões de hectares de pastagem em estado preocupante de degradação; em áreas de planalto no Estado todo, soma-se 15 milhões de hectares existentes, ou seja, mais da metade das pastagens estão comprometidas.

Esta situação extrapola as percas de produtividade do pecuarista e chega à população em forma de altos preços, assoreamento de rios e aumento gradual da temperatura do planeta. “Hoje o principal problema da agropecuária é a questão dos pastos degradados. São três motivos: a plantação de uma espécie inadequada de forrageira, como o brachiarão em terras fracas. Depois vem a superexploração do pasto e então a falta de reposição de nutrientes no solo”, enumera o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Armindo Neivo Kichel.

Ele calcula que depois de formado o pasto, a produção cai naturalmente 6% ao ano e que a cultura do pecuarista é extrativista, a preocupação raramente se volta para a reposição dos nutrientes do solo. “A pastagem é uma cultura e como tal deve ser tratada. Não existe almoço de graça, quando um boi pasta existe uma dívida com aquele pasto. Hoje, estamos produzindo 50% menos que o potencial”, afirma Armindo.

Impactos

Um agravante foi a seca prolongada ocorrida nos dois últimos anos que associou-se com a praga do percevejo castanho, que afeta a raiz das pastagens. As erosões representam o impacto ambiental mais visível, que resulta até no assoreamento de rios. “O pasto degradado reduz a matéria orgânica do solo. Há um balanço negativo de fixação, quando o solo consome mais nitrogênio do que emite. Isso aumenta a emissão de gases efeito estufa”, explica o pesquisador.

Além da redução do rebanho e consequente aumento do preço da carne, a geração de empregos e até a arrecadação fiscal do Estado ficam comprometidos. Sem técnicas de manejo de pastagem e conservação do solo, as regiões em que a degradação se encontra mais séria são as do Bolsão e Norte, compreendendo as cidades de: Ribas do Rio Pardo, Inocência, Selvíria, Três Lagoas, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, parte de Campo Grande, e as de solos mais arenosos – Nova Andradina, Paranaíba, Costa Rica, Alcinópolis, Figueirão, Sonora, Coxim, Camapuã, Rio Verde e São Gabriel do Oeste.

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