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12 de Março de 2011 10h41

Palmeiras vive fase nômade e também vê debandada de sócios

Folha.com

Enquanto questiona o contrato que assinou com a WTorre para a reforma de seu estádio, o Palmeiras vive como um nômade, torra milhares de reais por mês e afugenta seus próprios associados.

 

O jogo de hoje, contra o São Bernardo, pelo Paulista, será no Canindé, quarta arena utilizada pelo clube desde que seu Parque Antarctica começou a ser derrubado.

Mas a construção da Arena Palestra, ainda na fase de demolições, está causando outros transtornos ao clube, principalmente financeiros.

Desde novembro, o Palmeiras foi obrigado a correr pela capital paulista em busca de novos espaços esportivos para seus associados, já que parte do clube e de suas instalações já foi demolida.

A locação de quadras esportivas, alojamentos e imóveis custa, por mês, cerca de R$ 100 mil aos cofres do clube, segundo informou o presidente do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização) do Palmeiras, Alberto Strufaldi.

Ocorre que, com a saída de várias modalidades esportivas de sua área social, os associados iniciaram um processo de "congelamento" de seus títulos, algo previsto no estatuto social do clube.

Ou seja, durante um ano, o sócio do Palmeiras pode suspender sua carteirinha. Deixar de frequentar o clube, a esta altura, em ruínas, e parar de pagar mensalidades.

"Esta debandada foi detectada de dois meses para cá. A maior parte dos sócios agora precisa se deslocar para praticar os esportes que antes praticava no Parque Antarctica", declarou Strufaldi.

É menos dinheiro que entra, e mais dinheiro que sai.

"Quando não se consegue prestar os serviços que os sócios querem, há uma evasão", disse Roberto Frizzo, vice-presidente do Palmeiras.

"Os sócios não são apenas torcedores do Palmeiras. Há moradores próximos da área que se associaram para usufruir do clube", afirma Frizzo.

Para os dois dirigentes, parte da culpa é da WTorre. "Houve uma demora no início da obra. Já era pra estar pronta a construção dos prédios poliesportivos e administrativo", disse Frizzo.

"Com a demora, precipitaram-se e demoliram antes da hora, deslocando tudo de uma só vez", completou o vice-presidente palmeirense.

"Somente após a conclusão destes dois prédios é que a parte da arena seria mexida. Mas, ao contrário do que prometeram, entraram com a demolição em todos os locais. Disseram-nos que vão entregar as duas obras da área social até o fim deste ano", declarou Strufaldi.

O novo presidente do clube, Arnaldo Tirone, solicitou uma revisão do contrato com a empresa. Segundo Frizzo, os R$ 100 mil gastos mensalmente com os aluguéis --que incluem um imóvel onde os troféus são guardados-- também serão revisados.

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