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Número de mortos no terremoto no Japão chega a 12.898

9 Abr 2011 - 12h44

O número de mortos pelo terremoto e o tsunami de 11 de março no nordeste do Japão subiu neste sábado para 12.898, enquanto outras 14.824 pessoas continuam desaparecidas, segundo o último levantamento oficial.

Além disso, em mais de 2.300 refúgios temporários continuam vivendo mais de 153 mil pessoas provenientes em sua maioria das províncias de Miyagi, Iwate e Fukushima, as mais devastadas pela catástrofe.

Em Miyagi, os mortos chegam a 7.869 e há 6.578 pessoas que ainda não foram localizadas, enquanto em Iwate há 3.766 mortos e 4.707 desaparecidos e em Fukushima as vítimas são 1.201 e os desaparecidos, 3.535.

Aproximadamente 83% dos corpos encontrados até o momento foram identificados e entregues a suas famílias, apesar de que, com a passagem do tempo, os trabalhos ficam cada vez mais difíceis.

Desde quinta-feira, cerca de 300 policiais buscam as vítimas do terremoto e tsunami de 11 de março na zona de exclusão de 20 quilômetros ao redor da usina nuclear de Fukushima Daiichi, onde acredita-se que ainda haja mais de 2 mil corpos.

Nessa área não haviam sido realizados trabalhos de recuperação de corpos por conta dos temores da alta radioatividade da usina nuclear de Fukushima, cujos reatores sofreram grandes vazamentos.

Os policiais, que começaram a busca em áreas evacuadas da localidade de Minamisoma, contam com trajes de proteção, máscaras e detectores de radioatividade.

Neste sábado também foi divulgado que a réplica de 7,1 graus registrada na última quinta-feira, que afetou a mesmas regiões do terremoto de 11 de março, provocou cinco mortes e deixou 283 pessoas feridas.

CASAS

Os desabrigados pelo terremoto de 11 de março no Japão começaram a receber neste sábado as chaves das primeiras casas pré-fabricadas na província de Iwate, no nordeste do país, com o que deixarão os abrigos nos quais viveram até agora.

Segundo informou a agência local Kyodo, por enquanto foram construídas 36 residências temporárias na localidade de Rikuzentakata, uma das áreas mais afetadas pelo terremoto e o posterior tsunami.

No entanto, as autoridades locais acreditam que serão necessárias mais quatro mil casas para alojar os milhares de refugiados que já estão há quase um mês em abrigos.

Os primeiros afortunados, escolhidos por sorteio, chegaram neste sábado a suas novas casas com colchões, cobertores e artigos de primeira necessidade para iniciar uma nova vida após perder seus lares sob as ondas do tsunami de 11 de março.

Mais de 153 mil desabrigados seguem em cerca de 2.300 centros de evacuação disponibilizados em todo o nordeste japonês.

O governo considera destinar 50 bilhões de ienes (US$ 588,99 milhões) em um orçamento extraordinário para a construção de 70.000 casas temporárias.

Além disso, refugiados da província de Fukushima começaram neste sábado a serem transferidos a um hotel em Tóquio que seria desativado e que agora passará a alojar 360 afetados pelo devastador tsunami.

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