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Novas drogas trazem esperança contra o melanoma

13 Jun 2011 - 15h18Por Zero Hora

Pacientes que desenvolvem o melanoma, tipo mais perigoso de câncer de pele — e o que mais mata na Região Sul, com um risco estimado de 85 mortes para cada 100 mil habitantes — terão, em breve, chances maiores de sobrevida. A esperança deve-se à chegada (ainda sem previsão no Brasil) de duas novas drogas no mercado: a vemurafenib, da Roche e Daiichi Sankyo, e a ipilimumab, da Bristol-Myers Squibb. Ambas foram apresentadas no Congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizado entre os dias 4 e 8 de junho em Chicago (EUA).

O líder do estudo, o médico Paul Chapman, do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York, afirmou que o resultado deu uma diferença grande para os pacientes com melanoma avançado, que geralmente sobrevivem só oito meses com os tratamentos atuais. Outro estudo apresentado no congresso mostrou que pacientes com melanoma avançado, sem tratamento anterior, que tomaram o medicamento ipilimumab, da Bristol-Myers Squibb, mais quimioterapia, viveram dois meses mais do que quem fez só químio. O medicamento, chamado de Yervoy, estimula o sistema imune a lutar contra o câncer.

Já o vemurafenib, da Roche, foi feito para pacientes com tumores que têm uma mutação em um gene conhecido como Braf, que permite que as células do melanoma cresçam. Cerca de metade dos melanomas têm essa mutação. O teste da Roche foi feito com 675 pacientes com melanoma avançado com a mutação genética e que não poderia ser operado. Após cerca de três meses do tratamento, os pacientes tratados com a nova droga tiveram 74% menos risco de avanço do câncer do que os tratados com a droga dacarbazine. Quase metade dos pacientes tratados com o remédio tiveram redução do tumor, em relação a 5,5% dos pacientes tratados com químio.

A farmacêutica Roche aposta que as agências reguladores de remédios dos EUA e da Europa vão aprovar a droga até o fim do ano. O remédio Yervoy, da Bristol-Myers, foi aprovado em março para pacientes com melanoma com metástase e sem chance de cirurgia, com base em um estudo anterior que mostrou que a droga aumentava em quatro meses a sobrevivência dos pacientes que já haviam tentado outros tratamentos.

Médicos presentes na ASCO afirmaram que os dois estudos juntos oferecem novas opções para os pacientes. A Bristol-Myers e a Roche anunciaram no início da semana passada uma parceria para avaliar a combinação entre o ipilimumab e o vemurafenib como tratamento para melanoma com metástase.

 A notícia representa um grande avanço no campo da dermatologia oncológica e é vista com otimismo por autoridades e especialistas no assunto. O dermatologista Marco Antonio de Oliveira, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e do Grupo Brasileiro de Melanoma, acredita que em breve o Ipilimumab será aprovado também no Brasil.

 — Deveremos receber o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa medicação, pois esse é o primeiro agente comprovado para melhorar a sobrevida dos pacientes com Melanoma avançado — afirma o médico.  

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