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23 de Fevereiro de 2011 07h51

Murilo assume hoje Prefeitura para corrigir desmandos em Dourados

Nicanor Coelho em especial para o Diário MS
DivulgaçãoDivulgação

Restabelecer a normalidade política, pacificar a cidade e corrigir os desmandos administrativos registrados nos dois últimos anos. Esta é a missão principal do prefeito Murilo Zauiht (DEM), que a partir das 10h de hoje assume o comando do segundo maior município de Mato Grosso do Sul.

 

Murilo chega à Prefeitura depois de três tentativas. Assume o cargo para um mandato tampão de apenas vinte e dois meses com a missão de construir a cidade, física e moralmente, e desconstruir o mito do herói sem valor criado pelo ex-prefeito Ari Artuzi, responsável pela maior crise institucional da história de Dourados.

 

Em 2000, na primeira tentativa, Murilo foi barrado nas urnas pelo seu atual aliado Laerte Tetila, representante nato da “República do Ceud”, que durante oito anos embalou os sonhos socialistas do Partido dos Trabalhadores. Oito anos depois, Zauith experimenta uma nova derrota. Artuzi vence a eleição derrotando o vice-governador e o professor-doutor Biasotto, pupilo de Tetila.

 

Entre estas duas eleições Murilo elegeu-se vice-governador e continuou nas cercanias do Parque dos Poderes. Tentou em 2010 embarcar para o Senado e não foi feliz na intentona. Graças a duas operações da Polícia Federal, a Owari e a Uragano, instalou-se o caos em Dourados e começou o vislumbre da possibilidade do Democrata a “subir a rampa” da Coronel Ponciano.

 

Prisões de vereadores, prefeito e vice, empresários, secretários municipais e servidores públicos tornaram-se o roteiro de uma ópera-bufa alinhavada com sapatadas no plenário da Câmara, renúncias de mandato e criações de Comissões Processantes para cassar vereadores envolvidos na corrupção patrocinada por Artuzi. A comédia política transformou-se numa tragicomédia e no picadeiro milhares de palhaços com narizes vermelhos: o povo.

 

Neste cenário foi construída uma coalizão de 15 partidos, incluindo o PT, que possibilitou a vitória de Murilo. O prefeito eleito pela vontade popular já prometeu que em 90 dias salva Dourados dos buracos das ruas e das profundas covas deixadas pela corrupção impetrada por um covil de maus políticos.

 

Murilo pediu o prazo de um ano. Exatamente trezentos e sessenta e dias para deixar a administração pública municipal na normalidade. Enquanto isso, para “substituir” o Comitê Regional de Defesa Popular é criado o OSD (Observatório Social de Dourados), uma nova instituição criada no cerne da Associação Comercial. O observatório, como um minarete, ficará espreitando os lances da administração Murilo, já que “gato escaldado tem medo de água fria”.

 

O novo prefeito tem o compromisso de colocar Dourados no seu lugar de merecimento. Fazer de Dourados uma cidade que dignifique os seus habitantes. Um crédito de confiança a população concedeu ao engenheiro Murilo que através de sua equipe de governo terá que almagamar os sonhos dourados dos douradenses e políticos dos 15 partidos.

 

A posse não é um começo. É o recomeço de um novo tempo que não poderia ter sido interrompido pela estultícia de partidos, políticos, eleitores, empresários que emprestaram o seu apoio a um projeto que naufragou na primeira licitação pública e resultou em fatos e seres owaris e uraganos.

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