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MS tem 8 milhões de hectares degradados

21 Jul 2011 - 08h04Por Correio do Estado

Em Mato Grosso do Sul existem 8 milhões de hectares de áreas com pastos degradados. A informação é do diretor executivo da Fundação MS - organização de pesquisa e assistência técnica mantida por produtores rurais, Dirceu Luiz Bruch.

Ele destaca que a situação piora ao constatar que "o pecuarista possui a maior parte de suas áreas com pastagem e faz uma pecuária extensiva, extrativista e de baixo investimento. Está, infelizmente, na cultura do pecuarista fazer pouco investimento na atividade", diz.

Com a integração lavoura-pecuária, Bruch explica que não existe mais necessidade de desmatamentos para melhorar ou aumentar a produção agropecuária, notadamente a pecuária. Aliás, acrescenta, é muito difícil manter uma pecuária isolada. Por meio da integração, o retorno do capital investido é mais rápido. Passados quatro meses do plantio, ocorre a colheita e a comercialização da soja. O fertilizante químico residual e o nitrogênio fixado pela soja produzem uma pastagem de alto vigor e valor nutritivo. ”Assim sendo, com a agricultura na propriedade, há possibilidade de ter uma pecuária mais eficiente e lucrativa".

Os pesquisadores da Embraba Gado de Corte, com sede em Campo Grande, também estão concluindo um trabalho sobre integração lavoura-pecuária.

Módulos. São eles Armindo Neivo Kichel, José Alexandre Agiova da Costa e Roberto Giolo de Almeida. Conforme explicam, o sistema consiste em dividir a área da fazenda em quatro módulos, sendo que cada módulo é utilizado por dez meses, com lavouras de grãos e 14 meses, com pastagens.

Nos módulos com lavoura, 100% da área é cultivada com soja na safra verão, sendo que, na safrinha outono-inverno, metade da área é cultivada com milho consorciado com forrageiras e a outra metade formada com pastagem das mesmas forrageiras. Nos módulos com pastagem, esta é utilizada durante todo ano.

Assim, a área da fazenda ocupada com pastagens no inverno (julho a outubro) é de 100%, e no verão (outubro a março) é de 50%. As forrageiras utilizadas foram capim-piatã, no primeiro e no segundo anos, e capim-mombaça, no terceiro e no quarto anos.

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