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MS 42 ANOS - BONITO - PANTANAL

MS 42 ANOS O binônimo Bonito/Pantanal, de mergulhos a cavalgadas

MS 42 ANOS O binônimo Bonito/Pantanal, de mergulhos a cavalgadas

12 Out 2019 - 11h25Por Theresa Hilcar - SubCom

Mato Grosso do Sul – Bonito é o principal município que integra o complexo turístico do Parque Nacional da Serra da Bodoquena, apresentando grande potencial e se destacando pelo turismo sustentável. São dezenas de atrativos de natureza, propiciando atividades de tirar o fôlego, entre flutuação ao lado de cardumes, balneários, cachoeiras, grutas e mergulhos radicais.  As águas cristalinas dos rios Formoso e da Prata e o Sucuri que atraem milhares de turistas, brasileiros e estrangeiros eram praticamente intocadas até a década de 1970. Quem desfrutava desta natureza era o gado das fazendas da região, além de um ou outro aventureiro.

Um dos proprietários do passeio Abismo Anhumas, o paulista Marcos Dias Soares, chegou à Bonito nos anos 70 junto com os pais que acabavam de adquirir a Fazenda Anhumas localizada nos limites de dois dos passeios mais famosos de Bonito: a Gruta do Lago Azul e o Abismo Anhumas. A gruta, que já era conhecida na região, foi logo desapropriada pelo poder público, mas o abismo era apenas uma “fenda” no chão da propriedade, descoberta por um peão após um incêndio na mata local. Em 1999, após início das pesquisas de mapeamento, treinamento e capacitação de pessoal o passeio foi aberto para o público.

O turismo começou a se desenvolver em 1992, quando os empresários resolveram se organizar e investir em hospedagem e treinamento de pessoal. Isto acontece logo depois de uma matéria no Globo Repórter que dedicou um programa inteiro ao paraíso das águas de Mato Grosso do Sul. “Falar de Bonito hoje é fácil, mas naquela época as pessoas da cidade, os empresários, tiveram que lutar bastante para desenvolver o turismo”, conta.

De acordo com o último relatório do Observatório de Turismo e Eventos de Bonito (OTEB), o número de turistas que frequentaram os atrativos da cidade cresceu 6% comparado com o mesmo período em 2018 – saltou de 56.790 para 60.148 visitantes. Além das belezas naturais e passeios para todos os gostos, a cidade vem se tornando também um destino cultural. Lá são realizados o já tradicional Festival de Inverno, além do Festival de Blues e Jazz e Feira Literária.

A cidade de Bonito ganha nuances culturais e atrai mais turista para a região

Com tantas opções de lazer em meio a natureza, Bonito se consolidou também como um dos principais polos do turismo de eventos do Brasil. Ao longo do ano, são realizados vários eventos internacionais, como congressos e seminários.  

Natureza intacta

No Pantanal o turista vivencia um pouco da cultura do homem pantaneiro, passa por trilhas que invadem a vegetação nativa, passeia por dentro de fazendas com criação de gado, áreas alagadas, salinas e corixos (braços de rio) na vazante. Entre as incríveis experiências está também o avistamento de animais como tamanduás, tatus, cervo do Pantanal, veados campeiros e mateiro, porco-monteiro, queixadas, macaco-bugio, quatis, capivaras, antas e centenas de aves como tucanos, araras (azul, amarela e vermelha), tuiuiús, papagaios, periquitos. Além de tudo isso pode ter o privilégio de contemplar o pôr-do-sol do Pantanal, que é um espetáculo.

Uma das atividades recém incorporadas ao roteiro turístico são as famosas Cavalgadas. Os cavalos pantaneiros são bem treinados e fáceis de conduzir. Uma experiência única para observar a natureza, vida selvagem, paisagens e cultura do Pantanal. Os passeios são desenvolvidos especialmente para os amantes da atividade ou aqueles que estão em busca de uma grande experiência de viagem por um dos lugares com maior diversidade de fauna e flora do mundo. Já pensou em subir em seu cavalo, contemplar a natureza e ainda ajudar os peões a arrebanhar o gado pelas fazendas do Pantanal? Pois isso é possível no Mato Grosso do Sul.

Uma das atividades recém incorporadas ao roteiro turístico são as famosas Cavalgadas, os cavalos pantaneiros são bem treinados e fáceis de conduzir

As pousadas e hotéis fazenda pantaneira oferecem excelentes serviços de hospedagem, gastronomia, guias locais, equipamentos e uma série de passeios, de acordo com a região. O diretor presidente da Fundtur, Wendling, faz questão de frisar que a hospedagem no Pantanal é bem diferente dos Hotéis Fazenda que existem em todo o Brasil. “Aqui são fazendas que adaptam a sede para hospedar pessoas e continuam com suas atividades de lavoura e pecuária”, explica. O hóspede tem oportunidade de participar de toda a rotina de trabalho.
A fazenda Barra Mansa, na beira do Rio Negro, propriedade da família Barros desde os anos 40, é um exemplo de sucesso de uma propriedade rural que também é uma Pousada. Um dos motivos de abrir as portas para receber pessoas de todos os lugares, foi aproveitar a estrutura para gerar mais rendimento e, ao mesmo tempo, melhorar a economia da região, de acordo com Daniel Rondon, filho do cantor e compositor Guilherme Rondon, que junto com o pai administra o local.

Vizinho da fazenda Rio Negro onde foi rodada a novela Pantanal, Guilherme resolveu entrar no ramo hoteleiro em 1996.  “Aqui é um refúgio, lugar onde as pessoas escolhem para se integrar com a natureza”, diz. Não por acaso, o local recebe celebridades e visitantes ilustres que desejam passar incógnitos. Vez por outra pipocam notícias de um ator de cinema, como Harrison Ford, algum membro da realeza europeia, ou um cantor famoso como James Taylor. Mas os proprietários não confirmam estas notícias. “Tratamos todos os hóspedes com igualdade”, diz Daniel.

Com tanta exclusividade, a mão de obra também precisa ser especializada. Com agências que operam em diversos países como Austrália, Nova Zelândia, China, Japão, Alemanha, Suíça, França e Inglaterra, o empresário João Venturini investe em no atendimento e no pessoal da própria comunidade. “Os guias precisam falar ao menos dois idiomas”, conta. Mas há quem esteja aprendendo inclusive o idioma hebraico, para atender a demanda. Ele que apostou no ecoturismo quando as estradas ainda eram de chão e muito precárias, hoje se diz mais satisfeito. “O Estado têm reconhecido a importância da nossa atividade”, declara.

 

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