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Médicos querem piso de R$ 60 por consulta de plano de saúde e paralisam amanhã

20 Set 2011 - 13h00Por Paula Vitorino / Campo Grande News

Após o anúncio de paralisação nacional nesta quarta-feira (21), a principal reivindicação dos médicos é pela implantação de um valor mínimo pago pelas empresas de saúde aos procedimentos médicos. A CBHPM (Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos) deve variar conforme cada procedimento, mas para consultas o piso requerido é de R$ 60.

“Queremos a implantação plena e a vigência da CBHPM. Até agora as negociações não apresentaram os resultados que queremos. Algumas operadoras oferecem a proposta de implantação gradual para chegar a este valor só em abril de 2012, mas queremos esse reajuste pra este ano. O repasse tem que ser anual”, diz o tesoureiro do CRM-MS (Conselho Regional de Medicina), Alberto cubel Junior.

De acordo com o Conselho, os valores pagos pelos planos de saúde no Estado variam entre R$ 42 e R$ 60 para consulta. Com o piso, nenhum plano poderia pagar menos que R$ 60.

Segundo Alberto, que também é presidente da Sociedade de Pediatria de MS, um médico pediatra atende em média 20 consultas por dia em uma clínica particular. Destas, 95% são de pacientes conveniados com planos de saúde.

Prejuízo para paciente? - Apesar de reivindicarem o aumento do repasse por consulta e outros procedimentos, o CRM garante que o reajuste para os médicos não deve ser sentido no bolso dos pacientes.

A justificativa é de os planos de saúde tiveram mais de 150% de reajuste no preço dos planos individuais nos últimos dez anos, enquanto que o repasse para os médicos só teve aumento de 50% e em alguns procedimentos o percentual foi ainda menor, de acordo com o CRM.

“As empresas estão muito bem de caixa, só este ano o paciente pagou 8% de reajuste e nada disso foi repassado ao médico, que é a pessoa que vai prestar todo o serviço. O paciente está sendo lesado com os aumentos na mensalidade e o médico com a falta de remuneração. Isso causa insatisfação nas duas pontas principais”, frisa.

Autonomia no atendimento - Outro ponto principal argumentado pelos médicos é a garantia da autonomia do médico no atendimento, sem que aja interferência das empresas.

A medida é reivindicada, segundo o CRM, porque muitos médicos são penalizados pelas empresas por pedirem exames que são considerados pelas operadoras como desnecessários.

Alberto explica que isso interfere diretamente na relação médico e paciente, além de prejudicar o diagnóstico correto e a saúde do atendido.

“Se eu resolvo que tais exames são importantes para o paciente o plano de saúde não interferir nisso. É um transtorno para o paciente e o médico ter que exigir que tal exame seja feito”, frisa.

A respeito de abusos cometidos por alguns médicos, com o pedido de exames desnecessários, o médico afirma que o erro de alguns não pode justificar o prejuízo para a saúde do paciente.

“Pode até acontecer abusos por parte de alguns, mas a grande maioria trabalha certinho e o Conselho existe justamente para fiscalizar essa conduta do profissional. O que não pode acontecer é o paciente precisar fazer o exame e o plano fazer ele de peteca, jogando de um lado pro outro”, ressalta.

Paralisação - A paralisação nesta quarta-feira (21) é a segunda neste ano. A recomendação é para que as consultas de planos de saúde sejam remarcadas para outro dia, conforme a agenda do médico.

A ação tem o objetivo de alertar a população para os abusos das empresas e pressionar as administradoras para as negociações.

A paralisação de 7 de abril teve 95% de adesão, segundo o CRM, e para amanhã é esperada a mesma participação ou porcentagem ainda maior.

De acordo com o CRM, o próximo passo após a paralisação será a retomada das negociações.

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