Menu
KAGIVA
tera, 14 de agosto de 2018
ITALÍNEA DOURADOS
Busca

Médicos pedem mais investimentos e valorização de profissionais da saúde da família

24 Jun 2011 - 09h57Por Agência Brasil

Base do sistema de saúde, a medicina de família e comunidade precisa de investimentos, valorização social e incentivos à formação de profissionais. A avaliação é do médico Sandro Batista, presidente do 11° Congresso Brasileiro de Medicina de Família, que começou ontem (23) em Brasília.

Médicos, enfermeiros, profissionais de saúde e especialistas vão discutir os desafios do setor e pedir a valorização da atenção primária à saúde como estratégia de melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo Batista, a política de atenção básica do SUS ainda é subfinanciada, o que eleva gastos  e sobrecarrega outras etapas do sistema.

“O governo diz que trata a questão como prioridade, mas a medicina de família e comunidade está subfinanciada. Os investimentos nessa área podem representar economia em outras. Quando você cuida e acompanha um paciente com hipertensão, por exemplo, ele dificilmente terá que ser internado por um AVC [acidente vascular cerebral], com gastos de internação e medidas pós-hospitalares”, compara o médico.

No começo de junho, o governo anunciou um plano de reestruturação da política de atenção básica do SUS, que deve receber R$ 2,2 bilhões a mais por ano, elevando o orçamento anual de R$ 9,8 bilhões para R$ 12 bilhões. “Queremos aproveitar esse momento político para reafirmar a importância da atenção primária para a melhoria do sistema de saúde do país, por isso decidimos realizar o congresso em Brasília e com o tema Medicina de Família e Comunidade: agora mais do que nunca”, explicou Batista.

Além do financiamento, a formação de profissionais especializados em saúde da família e a valorização do papel social desses agentes também são demandas prioritárias do setor. A figura do médico de família, comum em outras gerações, tem perdido espaço na lógica atual de atendimento de saúde. No entanto, segundo o presidente do congresso, é possível retomar esse espaço e reaproximar médicos e pacientes.

“A medicina de família é mais individualizada, o cuidado é longitudinal, ao longo do tempo. Não é um encontro clínico, o médico conhece as pessoas, estabelece vínculos. É um atendimento mais amplo, trabalha com o geral, enxerga as complexidades relacionadas com a família e com a inserção nas comunidades”.

Mais de 4 mil profissionais de saúde devem participar do congresso, que vai até domingo (26). 

Deixe seu Comentário

Leia Também

BONITO - MS - AÇÕES DO GOVERNO
Totalmente pintada, nova ciclovia já é utilizada pela população e turista em Bonito (MS)
REUNIÃO NA CÂMARA - PARTIDO NOVO
Partido Novo convoca filiados e simpatizantes para reunião hoje na Câmara Municipal em Bonito (MS)
OPORTUNIDADES
Inscrições abertas para voluntários músicos no CBMMS
CIDADES
Mais dois veículos são autuados pela Agepan por transporte irregular de passageiros
BONITO - MS - MEIO AMBIENTE
Reunião com empresas debate 'poda' e 'corte' de árvores em Bonito (MS)
ASSASSINATO EM CIDADE DO MS
Estudante é assassinado a golpes de ferro de passar roupa e pedradas em cidade do MS
TEMPO E TEMPERATURA
Segunda-feira será de tempo aberto em Bonito
71 NOMES - PESQUISA PARA FEDERAL NO MS
PESQUISA: Veja a lista da pesquisa espontânea com 71 nomes na corrida para Federal no MS
POLÍTICA
'Vendo camisetas de Bolsonaro, mas não voto nele'
SAÚDE
Pessoas ansiosas são mais propensas a roer unhas e sofrer de bruxismo