Menu
KAGIVA
quinta, 16 de agosto de 2018
ITALÍNEA DOURADOS
Busca

Levantamento aponta que metade dos pacientes não controla hipotireoidismo

22 Ago 2011 - 14h03Por Folha.com

Quase metade dos pacientes (46,6%) que tomam remédios contra hipotireoidismo não controla a doença.

Esse é o resultado preliminar do primeiro levantamento em grande escala no Brasil sobre o tratamento da doença, apresentado no Congresso da Sociedade Latino-Americana de Tireoide em Lima, no Peru, neste mês.

O estudo foi feito com 1.231 pacientes com idade média de 53 anos, acompanhados em hospitais de quatro universidades: UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), Unicamp, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal do Ceará.

O hipotireoidismo é um distúrbio caracterizado por uma menor atividade da glândula tireoide, que produz hormônios responsáveis por estimular o metabolismo e o trabalho celular.

Segundo o coordenador do estudo, Mario Vaisman, professor de endocrinologia da UFRJ, o problema é que muitas pessoas tomam o remédio fora do intervalo correto (30 minutos antes do café da manhã) ou o tomam junto com outros remédios, o que prejudica a absorção do hormônio.

Mas o grande problema, de acordo com Laura Ward, presidente do departamento de tireoide da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), é a falta de adesão ao tratamento.

A principal causa disso, diz a médica, é um dos sintomas da doença: o esquecimento. "O que vemos na prática é pessoas que tomam um dia sim e três não. Como não sentem dor, não levam a sério."

O problema, no entanto, pode ter consequências graves a longo prazo, como insuficiência cardíaca.

AUMENTO DE CASOS

Estudos apontam que há um aumento no número de casos de doenças da tireoide no mundo todo.

Um deles é um estudo italiano que mostra que, entre 1988 e 2007, o número de casos de tireoidite de Hashimoto foi multiplicado por 90. A doença autoimune é a principal causa de hipotireoidismo.

"Um dos fatores é o aumento de consumo de sal e, consequentemente, de iodo, pela população", diz Ward.

Mas, afirma, há outros fatores que têm comprovada relação com esse aumento. Entre eles estão a maior exposição à radiação ionizante (como a de raio-X).

No entanto, Ward diz que não há dados que mostrem que devemos reduzir o consumo de iodo, mesmo porque um estudo recente da USP de Ribeirão Preto mostrou que gestantes ingerem menos iodo do que o recomendado, o que aumenta o risco de o bebê ter retardo mental. "Deveria haver uma campanha para reduzir o consumo de sal, principalmente dos produtos industrializados, e não de iodo", afirma a endocrinologista.

Em novembro, o Ministério da Saúde deve divulgar os resultados de um estudo nacional sobre a quantidade de iodo ingerida pela população e, dependendo dos resultados, poderá reduzir o nível da substância no sal de cozinha.

Deixe seu Comentário

Leia Também

BONITO - MS - ATENÇÃO MÃES
Dia 'D' contra poliomielite e sarampo será neste sábado em Bonito (MS)
BONITO - MS - NAS ESTRADA VICINAIS
Agesul e prefeitura recuperam 120 Km de estradas vicinais em Bonito (MS)
BONITO - MS
Incêndio de grandes proporções destrói imóvel do Instituto Internacional Visão de Vida de Bonito
ELEIÇOES 2018 NO ESTADO
Renúncia de Chaves abre crise e tensão na campanha de Odilon
COMPORTAMENTO
Colégio Militar pula página com foto de gays para não falar de homossexualidade
CULTURA
Aniversário de 100 anos da Morada dos Baís terá concerto, espetáculo e memórias
ESPORTE
Lutador de MS é convocado para Mundial em outubro na Turquia
POLÍTICA
Com fim da hegemonia da TV, internet pode ser decisiva nestas eleições
POLÍTICA
TSE registra mais de 23 mil candidatos às eleições de outubro
MEIO AMBIENTE - JARDIM E BONITO
A condenação do rio da Prata, essencial para a biodiversidade em Jardim e Bonito (MS)