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11 de Abril de 2011 17h00

Justiça deve definir até amanhã causa sobre afastamento do prefeito de Aquidauana

Midiamax

O promotor de Justiça José Maurício Albuquerque, autor da ação que pede o afastamento e a quebra de sigilo bancário do prefeito de Aquidauana, Fauzi Muhamad Abdul Hamid Suleiman, do PMDB, acusado por improbidade administrativa, acha que a Justiça local defina sobre o seu pedido entre hoje, segunda-feira e amanhã.

A ação de Albuquerque é sustentada, segundo ele, por “fortes indícios” de irregularidades na parte financeira da prefeitura.

De acordo com a denúncia, o prefeito, que nega as acusações, estaria implicado num suposto esquema de desvio de dinheiro que envolve 11 pessoas, entre os quais advogados, servidores públicos, o prefeito de Anastácio, Douglas Figueiredo, do PSDB, e uma das mais importantes agências de publicidade de Mato Grosso do Sul, a Futura Comunicação & Marketing, com sede em Campo Grande.

“São 38 volumes, muita documentação e, para fundamentar a decisão, o juiz precisa analisar os papéis e isso demanda tempo”, disse o promotor que, ainda assim, acredita num desfecho até amanhã.

Albuquerque disse ter solicitado a quebra de sigilo bancário das pessoas implicadas no caso por interpretar que, a partir daí, “será possível descobrir se houve migração de dinheiro entre os envolvidos” no suposto esquema.

O promotor apura o caso desde o ano passado e a peça inicial da investida foi um diálogo gravado entre o vereador da cidade, Wezer Lucarelli, do PPS e um ex-consultor jurídico da prefeitura, Péricles Garcia Santos. Na conversa, Santos revela a suposta trama.

Em coletiva de imprensa, o prefeito disse que a gravação deve ser desprezada por não ter tido respaldo judicial. Ele disse que o vereador Lucarelli é um adversário político seu, daí o interesse em difamá-lo.

Já o promotor não crê nisso: “foi uma declaração espontânea, havia mais pessoas ouvindo o diálogo. E mais: a partir da gravação descobrimos que as irregularidades existem e isso foi possível por meio do diálogo”, afirmou Albuquerque.

A agência de publicidade entrou no negócio, segundo a denúncia, já no período da eleição. A Futura teria doado R$ 70 mil à campanha de Suleiman, por meio de um caixa dois, já de olho no contrato pela prestação de serviço à prefeitura.

A agência vencera a licitação, que teria sido fraudada, e capturado ao menos R$ 3 milhões dos cofres da prefeitura. Suleiman teria recebido por um período algo em torno de R$ 50 mil mensais da empresa.

A direção da Futura ainda não comentou o caso. Já o prefeito disse que é vítima de uma perseguição política e que vai desmentir “uma a uma” das denúncias.

Saiba mais sobre a ação que pede o afastamento do prefeito de Aquidauana em notícias relacionadas, logo abaixo.

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