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Indústria de MS já exportou US$ 1 bi

17 Jun 2011 - 15h34

As exportações de produtos industrializados de Mato Grosso do Sul nos cinco primeiros meses deste ano cresceram 53,7% em relação ao mesmo período do ano passado e já somam US$ 1 bilhão, conforme levantamento do Radar Industrial da Fiems com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). De acordo com o presidente da Fiems, Sérgio Longen, as vendas ao exterior neste ano estão registrando crescimento mês a mês, o que possibilita projetar que a receita alcance a casa dos US$ 2,5 bilhões no fechamento de 2011, superando os US$ 2,1 bilhões obtidos no ano passado pelo setor industrial.

Ainda segundo o levantamento do Radar da Fiems, a receita do setor industrial manteve o percentual de 70% sobre tudo que foi exportado por Mato Grosso do Sul nos cinco primeiros meses deste ano. Vale ressaltar que a receita obtida somente com a exportação de industrializados em 2011, US$ 1 bilhão, supera em 1% as exportações totais realizadas em igual período de 2010, quando as vendas externas de Mato Grosso do Sul, incluindo todas as categorias de produtos, proporcionou uma receita igual a US$ 1 bilhão.

Na avaliação apenas da receita obtida no mês de maio, quando as vendas externas de industrializados alcançaram US$ 267,4 milhões, o crescimento com relação ao mesmo período do ano passado foi de 48,5%, quando o valor foi de US$ 180,1 milhões. Quanto à participação relativa, no mês, as vendas externas de industrializados atingiram a marca de 71,9% de tudo o que foi exportado por Mato Grosso do Sul.

Já com relação ao volume as exportações de industrializados nos primeiros cinco meses deste ano somaram 3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 17,5% em relação à igual período de 2010, quando foi vendido ao exterior o equivalente a 2,57 milhão de toneladas de produtos industrializados. No mês de maio, a exportação de industrializados alcançou o equivalente a 956,7 mil toneladas, indicando, deste modo, um crescimento de 56,3%, em volume, sobre igual mês do ano anterior, quando as vendas externas somaram 612,1 mil toneladas.

Principais grupos

No ano, os grupos que registraram importantes evoluções em suas vendas externas são “Complexo Carne (carnes congeladas, resfriadas, miúdos e subprodutos)”, “Extrativo Mineral”, “Papel e Celulose”, “Açúcar e Álcool” e “Óleos Vegetais”. O desempenho do “Complexo Carne” segue sustentado pela elevação ocorrida nas vendas de carnes secas e salgadas de outros animais, outras miudezas comestíveis de bovinos congeladas, outras carnes de suínos congeladas, pedaços e miudezas congelados de galos e galinhas e carnes congeladas de galos e galinhas cortados em pedaços, que proporcionaram uma expansão, em receita, no comparativo com 2010, equivalente a 404%, 81%, 58%, 34% e 23%, respectivamente, o que, em valores, chega a US$ 50,8 milhões.

Já no grupo “Extrativo Mineral” o valor alcançado, no ano, ficou em US$ 215,7 milhões, com destaque para a elevação ocorrida nas exportações de minérios de ferro em bruto, que até o momento, totalizaram US$ 210,9 milhões ou 97,8% da receita total. Resultando, deste modo, em uma receita 141% maior que a obtida em igual intervalo de 2010, mesmo com uma expansão, em volume, na mesma comparação, de apenas 5,8%. Em valores absolutos, o ganho, em receita, supera os US$ 123,5 milhões. Quanto às exportações de “Papel e Celulose” o destaque, naturalmente, continua por conta da pasta química de madeira semibranqueada (celulose), que, até agora, em 2011, registrou uma receita de exportação equivalente a US$ 170,1 milhões ou 91,5% da receita total do grupo.

Quando comparado com igual período de 2010, houve um crescimento nominal de 45,5% na receita obtida com o produto. Ainda em relação ao grupo, outro destaque foi observado nas vendas de papel fibra 150g/m² que somaram, até agora, o equivalente a US$ 14 milhões ou 7,6% do total, proporcionando, na mesma comparação, uma receita 161% maior. Por fim, os principais comparadores, até o momento, são Holanda, com 26,4% ou US$ 49,1 milhões, Itália, com 22% ou US$ 40,9 milhões, e China, com 16,7% ou US$ 31,1 milhões. No grupo “Açúcar e álcool”, no acumulado do ano, a receita de exportação alcançou o equivalente a US$ 142,2 milhões, indicando, sobre 2010, um crescimento nominal de 186% na receita, resultando em um valor adicional de US$ 92,5 milhões. Em volume, na mesma comparação, a variação foi de 146%, aumento superior a 178 mil toneladas.

Em relação aos compradores, os principais são a Rússia, com US$ 43,1 milhões ou 30,4%, Bangladesh, com US$ 17,7 milhões ou 12,4%, Geórgia, com US$ 15,2 milhões ou 10,7%, e Sudão, com US$ 11,7 milhões ou 8,3%. Já o grupo “Óleos Vegetais” gerou, em 2011, uma receita de exportação equivalente a US$ 41,4 milhões, apontando um crescimento nominal de 237% sobre igual período de 2010, quando a receita total foi igual a US$ 12,3 milhões. Em relação ao volume, na mesma comparação, o crescimento foi da ordem de 125%, alcançando um volume total superior a 33 mil toneladas.

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