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Incra aumenta em 13 hectares área quilombola em Campo Grande

21 Set 2011 - 09h18Por Campo Grande News

O Incra em Mato Grosso do Sul incorporou a posse de uma área da fazenda Itapemirim, nas proximidades da Capital, onde situa-se a Comunidade Negra Rural Quilombola Chácara Buriti. O ato assinado pelo procurador federal do Incra, Adão Francisco de Novais, acresce à área quilombola existente mais 13 hectares. Agora, nos 43 hectares da Chácara Buriti, 50 famílias vão morar e produzir.

Lucinéia de Jesus Domingos Gabilão, presidente da Associação da Comunidade Negra Quilombola Chácara Buriti já tem um projeto para a nova comunidade: “Vamos implantar, em parceria com a prefeitura de Campo Grande, um projeto conhecido no Ceará, como Agropolo. Vamos produzir hortifruti”. Lucinéia está atenta à sustentabilidade socioambiental: “A produção será orgânica e deverá respeitar a diversidade já existente, aproveitando as árvores existentes”, assegura ela.

A história da Chácara Buriti teve seu início na década de 1930, quando filhos de ex-descendentes de escravos em Minas Gerais, como João Antônio da Silva, vieram para o antigo estado de Mato Grosso e aqui adquiriram pequenos lotes, como a Chácara Buriti.

O processo de criação da comunidade quilombola Chácara Buriti teve início em 2005 e poderá ser finalizado ainda este ano, com o recebimento do título definitivo de posse da terra. Este deverá ser o segundo título definitivo a ser entregue pelo Incra no Estado. O primeiro foi entrega aconteceu à Comunidade Negra Quilombola São Miguel, no município de Maracaju, dia 12 de setembro deste ano.

Jair Vicente da Silva, 56 anos, ex-presidente da Associação, nascido e criado na Buriti, comemora a imissão de posse pelo Incra. Ele sabe que ainda este ano a comunidade deverá receber o título definitivo da terra e que isso vai impulsionar o desenvolvimento local. “Com o acréscimo da área, a comunidade agora pode implementar um projeto maior, com recursos do Pronaf”, garante ele.

Para o superintendente do Incra no Estado, Celso Cestari, a entrega de dois títulos definitivos de terra a população quilombola representa todo o esforço do Incra em promover uma política de inclusão de uma população que sempre esteve à margem. “Estamos trabalhando para que todos os outros 13 processos em andamento no Incra tenham o mesmo bom resultado”, afirmou Celso.

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