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16 de março de 2011 15h13

Imperador do Japão diz estar "profundamente preocupado" com Fukushima

Zero Hora

Em raro pronunciamento na televisão, o imperador do Japão, Akihito, se declarou "profundamente preocupado" pela natureza "imprevisível" da situação na central nuclear de Fukushima e afirmou que reza pela segurança dos compatriotas.

Em catástrofes anteriores, o imperador, que se dirige à população apenas em momentos de crise, e a esposa Michiko visitaram os locais afetados. No entanto, é a primeira vez, em uma situação como esta, que ele aparece na TV para se pronunciar. Akihito é o chefe de Estado do Japão, mas seu papel é honorífico e não tem nenhuma função pública.

A manifestação do imperador é uma clara demonstração da preocupação das autoridades japonesas com a incerteza que ronda o desenvolvimento da situação da usina de Fukushima 1.

Cinco dias depois do terremoto e do tsunami que devastaram o nordeste do Japão, ele reconheceu que "o número de mortos aumenta dia a dia" e admitiu desconhecer o número de vítimas da catástrofe.

Rezo pela segurança do maior número possível de pessoas — disse.

Akihito lamentou a situação "imprevisível" na central nuclear de Fukushima 1, que registrou várias explosões depois da catástrofe natural.

Espero sinceramente que possamos impedir que a situação piore graças aos esforços de todos os que participam nas tarefas de socorro — declarou.

Akihito se solidarizou com a população, obrigada a abandonar suas casas "em condições extremamente difíceis de frio, de falta de água e de combustível".

Rezo para que os trabalhos dos socorristas progridam rapidamente e que a vida das pessoas melhore, mesmo que seja apenas um pouco, para dar esperanças para iniciar a reconstrução — acrescentou.

Na sexta-feira da semana passada, a costa nordeste do Japão sofreu um forte terremoto de 9 graus de magnitude, que foi seguido por um devastador tsunami. Segundo os últimos dados oficiais, as catástrofes provocaram a morte de 3.676 pessoas e deixaram 7.558 desaparecidos, mas as autoridades calculam que o balanço final deve superar 10 mil vítimas fatais.

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