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Grevistas do Ministério da Cultura no Rio querem 78% de reajuste salarial

25 Ago 2011 - 09h16Por Agência Brasil

Servidores em greve do Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro, divulgaram ontem (24) uma carta de protesto, em frente ao Museu da República, no Catete, zona sul do Rio de Janeiro. Eles reivindicam reajuste salarial de 78% e reclamam de problemas de infraestrutura no órgão.

O Rio é a unidade da Federação com o maior contingente de funcionários do Ministério da Cultura. Cerca de 80% dos 1,6 mil servidores do órgão no estado estão em greve.

Os grevistas querem o cumprimento de acordo firmado com o governo federal em 2007, que previa reajustes conforme o plano de carreira. Eles reivindicam ainda a regulamentação das gratificações e são contra o projeto de Lei Complementar (PLP) 549, que limita despesas da União com salários.

"Atualmente, um profissional da Cultura com mestrado e doutorado ganha, no máximo, R$ 3 mil. Queremos equiparação com outras carreiras, cujo teto chega a R$ 7 mil e reajuste para os servidores de níveis médio e fundamental", disse a presidente da Associação de Servidores da Funarte (Asserte), Paula Nogueira.

Segundo a categoria, o Ministério da Cultura tem colaborado com as negociações no Ministério do Planejamento. No entanto, ainda não há previsão para o fim da greve, decidida na última segunda-feira (22), no Rio.

A expectativa dos grevistas é que o movimento se estenda a outros estados. Hoje, servidores do ministério em São Paulo farão assembleia para decidir se aderem à paralisação.

Na capital fluminense, estão fechados desde terça-feira (23) o Museu Nacional de Belas Artes e a Biblioteca Nacional. Também não estão funcionando a representação regional do ministério, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A categoria aproveitou o protesto para lembrar que ontem, quarta-feira, completou 57 anos que o presidente Getúlio Vargas se suicidou no Palácio do Catete. Por isso, os servidores escolheram o local para a manifestação. Cerca de 100 grevistas estavam de pijama, em uma referência à forma como o Getúlio estava vestido quando foi encontrado morto.

Por meio de sua assessoria de imprensa, o Ministério da Cultura informou que trabalha para evitar que a greve se amplie. Até o final da tarde, o órgão deve se pronunciar por meio de nota.

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